16 selecções, 8 craques, Um destino

08 de Junho de 2012

Como nunca na história do futebol existiu uma selecção capaz de ganhar um grande torneio (Mundial ou Europeu) sem ter um guia espiritual – a fintar, correr, organizar e rematar- com a bola nos pés dentro do relvado, a melhor forma de entrar dentro do poder de cada grande candidato, é entrar dentro de cada um dos seus maiores craques. Porque só existe duas formas de um homem, ou simples futebolista, se destacar na vida, ou no relvado: uma é fazendo algo grande, outra, é fazendo algo diferente, estes são oito nomes com uma bomba relógio de talento nas chuteiras pronta a explodir dentro do relvado. Rebeldes, insubmissos, génios, loucos, de craques a pop-stars, ele são a melhor razão para sonhar com bom futebol e «quebrar o gelo» no verão da Ucrânia e Polónia.

O jogador mais baixo e mais arquitectónico no plano de fazer desenhos com a bola da selecção espanhola, parece um tímido aluno da escola secundária a preparar-se para jogar no pátio do colégio. Mesmo no fim dos jogos, após correr, em passos curtinhos durante 90 minutos, nunca o vemos despenteado. Mas não se iludam. Estou aqui a falar de um ser vivo de calções e chuteiras capaz de converter a jogada mais complicada na mais simples com um simples toque, o chamado passe de morte.

Nas entrevis16 selecções 8 craques Um destino 9tas gosta de assumir-se sempre como um «actor secundário» da equipa, mas, depois, o jogo real, revela-o como o grande arquitecto de todo aquele futebol circular, quase teia-de-aranha que faz a filosofia espanhola com a bola nos pés. Se a isso juntarmos a sua herança genética, a escola de Barcelona onde cresceu, temos como resultado um produto de futebolista que combina leitura de jogo serena com instinto mortífero implacável. É o projecto de futebol de Xavi.

A selecção espanhola é, em rigor (estilo de jogo e grande maioria dos jogadores) o Barcelona sem Messi. E, continua a ganhar na mesma. Europeu 2008, Mundial 2010. Agora, o desafio 2012. É um ano diferente. Ganhar tanto também cansa, diria Guardiola que se despediu com essa frase de Barcelona. Por toda a Europa futebolística foi, nos últimos meses posto a correr o rumor que, de facto, a Espanha já não é a selecção mais forte. Que, agora, o poder mudou-se (ou regressou, melhor dizendo em termos históricos) para a Alemanha. Pode ser.

Em qualquer caso, a Espanha de Del Bosque, o treinador de futebol do Mundo que parece a personagem René da velha série de TV francesa, Alo, Alo, que vai para o banco com um casaco de carapuço e manca um pouco de uma perna (não teria, portanto, qualquer hipótese de ganhar um normal concurso de beleza), continua a ser um forte candidato a vencer o Euro.

A serenidade de ter Xavi na sabedoria dos 30 anos, ajuda a manter essa sensação. Tal como ter, a seu lado, Iniesta ou Silva, outros dois membros da corte de baixinhos loucos com a bola. Busca reencontrar um goleador. Torres depois da depressão da chuva miudinha em Londres, uma época sem Villa, o pistoleiro lesionado, e, por fim, o emergir de dois novos matadores, Llorente, o Rei leão de Bilbao, um nº9 que, alto e esguio, quase vê de cima de um terceiro andar jogar o resto da equipa, e, por fim, outro habitante das áreas adversárias com o nome ideal para incorporar essa vocação na hora do remate: Mata, avançado de diagonais, lapidado em termos lutadores após uma época na atmosfera inglesa.

16 selecções 8 craques Um destinoMas o futebol actual não é um mundo de bons rapazes com quem as mães sonham casar as filhas. Só estas mesmas aspiram a isso, Top-models ou meras vizinhas da casa ao lado. Todas têm a sua hipótese. Neste mundo de personagens rebeldes que, com calças Dolce e Gabana, Rolex, Porsche e penteados exóticos, vagueiam pelo mundo do futebol, existem figuras que cativam à primeira vista. É o mundo pós-Beckham, hoje condenado a ver estes grandes momentos desde a bancada. Várias selecções podem dizer, com orgulho ou desafio, que «o meu craque é uma pop-star!». Cristiano Ronaldo, combina o gel com grandes fintas. Os grandes remates para golos fantásticos, como o tirar da camisola nos festejos para mostrar os músculos. É possível, portanto, ter-se o melhor de dois mundos.

A selecção portuguesa tem dez jogadores meramente terrenos e um extraterrestre. Com Cristiano Ronaldo na equipa, qualquer treinador corre o risco de se transformar num ser táctico iluminado de um momento para o outro. Mas, Ronaldo já não é o futebol português real e mais profundo. Ele já disparou para uma galáxia muito distante. Na dimensão de ícone, imagem, qualidade futebolística e estatuto de grande craque. Poderá o resto da equipa acompanhá-lo nesta viagem, interplanetária. Não é fácil. O meio-campo tem os operários necessários, Moutinho e Meireles, os jogadores rotativos donos dessas salas de máquinas. Na defesa, Pepe e Bruno Alves assustam os pássaros. No ataque, Nani finta na sombra de Ronaldo, tal como Quaresma, por cada trivela, uma jogada insolente. Tudo irá depender da união de todos estes factores.

16 selecções 8 craques Um destino 1Por entre esse mundo de seres rebeldes com vocação pop-star, a Itália também sente o reino do seu arquitecto-mor abalado. No plano do belo jogo, pensando com classe, técnica e visão a cada passe de, Pirlo é um jogador que parece pensar o jogo pelo menos 10 segundos antes de todos os outros jogadores em campo (companheiros de equipa inclusive), mas aquele que ninguém adivinha mesmo o que vai fazer a seguir, é Balotelli. Não existe, no futebol mundial actual, ser mais exótico, perturbante e fascinante, tudo ao mesmo tempo.

Essa imprevisibilidade é total. Fora do campo, este ano, para além de encher primeiras páginas de tablóides ingleses, namoradas espampanantes, disparou dardos contra a equipa juvenil, incendiou acidentalmente a própria casa a lançar um foguete, tirou fotos com capos da camorra, deu um murro a um companheiro um treino e outro a um porteiro de uma discoteca, etc. Dentro do campo, arranca com a bola, passa por defesas com fintas e simulações incríveis, pára, espera o momento, remata aos ângulos mais incríveis, faz golos de levantar o Estádio, inventa fintas ou perde a cabeça, agride um adversário, e tenta um golo de calcanhar com a baliza aberta ou virar sozinho o jogo de pernas para o ar. É o admirável mundo de Mário Balotelli.

Qual destas faces irá surgir no Europeu? A polémica louca ou o talento fantástico? O cenário seria ideal para se tornar no paraíso do seu futebol, como o seu talento lhe pode consentir se a sua cabeça o acompanhar. Essa é a dúvida. Nunca a Itália teve um jogador tão apaixonante e perturbante ao mesmo tempo, Com origens ganesas, ele é capaz de tudo. No futebol, e na vida.

16 selecções 8 craques Um destino 2Mais altivo, de nariz no ar, olhar desafiante, caminhando quase como estivesse sempre contrariado, Ibrahimovic é outro exemplar desta casta de seres insolentes, génios, pop-stars e craques da bola do futebol moderno. Para mim, arrisco mesmo: é o melhor jogador do Mundo com mais de 1,86m. (P.S: Messi tem 1,69.

Ronaldo tem 1,85, Ibra tem..1,95m!). Tem origens croatas, mas nasceu e cresceu na Suécia. Só esta época no Milan, interrompeu o seu percurso fantástico que o fez ser campeão nacional por nove anos consecutivos pelos clubes por onde antes passou (Malmoe, Ajax, Juventus, Barcelona, Inter, Milan).

Tem um ego que estoura com qualquer tecto de balneário. Em campo, quase faz um jogo particular e desliga-se do resto da equipa. Quando isso acontece, ou ganha o jogo sozinho, com grandes golos ou jogadas fantásticas, ou arranja problemas, pede a cabeça e arrasa a equipa. A Suécia não entra, claro no must dos grandes candidatos ao título. Ibra vive, assim, em conflito com o mundo durante 90 minutos. Sente-se que quer sempre mais do que o resto da equipa pode dar. Por isso, o seu futebol se torna muitas vezes tão conflituoso.

Em suma, o problema dele até é simples: ele sabe, como ninguém, qual o caminho para ganhar e jogar melhor só que mais ninguém, o consegue entender ou acompanhar. Existirá drama interno maior para um grande craque dentro do relvado no futebol?

16 selecções 8 craques Um destino 3Embora sem o estilo galã do craque do passado, Beckham, o novo herói moicano do futebol inglês desperta as mesmas paixões, mesmo cheio de sardas e borbulhas. Rooney é um pugilista em forma de jogador de futebol tal a forma como parece que a cada jogada fantástica que faz o parecer dar murros de jogo. Muros de talento e revolta para deixar as suas marcas no relvado e fazer a Velha Albion voltar às velhas conquistas, perdidas nos registos desde os tempos dos Beatles. O seu lado rebelde também salta a cada momento. E, por isso, não vai poder jogar os dos primeiros jogos deste Europeu porque chega à prova ainda a ter de cumprir uma suspensão motivada por ter sido expulso no último jogo de apuramento, quando, já com o resultado feito e perto do fim, agrediu um jogador da selecção do Montenegro.

Rooney estará, portanto, a aquecer para entrar ao terceiro jogo e, no desejo dos pubs cheios de adeptos loucos e cervejas em série pelo final da tarde, entestar para os momentos decisivos dos jogos a eliminar. Por entre um onze inglês indefinido que perdeu o seu seleccionador duro, o italiano Capello, perto do início do Euro por motivo de não aceitar a desautorização federativa de que foi alvo sobre apostar em Terry (com problemas internos) para ser capitão, a importância do futebol de Ronney torna-se ainda maior. Lampard e Gerrard começam a ser cada vez mais sombras dos grandes craques que foram.

Se aparecerem, tudo pode mudar, mas é difícil ver em Roy Hogdson, o homem eleito para novo seleccionador, numa discutível solução de recuso tal a sua falta de carisma, conseguir levantar, na táctica emocional, o exército com bola de Sua Majestade. Resta Rooney e os seus muros de talento no jogo.

16 selecções 8 craques Um destino 4O futebol alemão tem historicamente a fama de ser possante, directo e esmagador. Quase como se os jogadores corressem em campo de capacete e botas cardadas. Os novos tempos têm amaciado esse estilo em termos de influência da técnica e seu primado em relação ao simples músculo. O futebol alemão ganhou, pois, um rosto «mais humano», continua a ser o império da força, mas acrescentou maior poder técnico na sua forma de jogar agora menos directa e mais rendilhada através de jogadores fisicamente menos atléticos. Pelo menos, aparentemente, porque, depois, em campo, a sua resistência física é, na mesma, enorme durante 90 minutos sem tremer nem perder o controlo emocional.

São autênticos blocos de gelo com bola que o seleccionador Joachim Low soube lapidar muito bem. No seu onze, habitam nomes que revelam outras origens, desse o ponta-de-lança hispânico Mário Gomez, os polacos Podolski ou Klose, o ganês Boateng, o tunisino Khedira e o turco Ozil.

Na estética meramente futebolística, o jogador que mais apaixona nesta Nationalmannschaft tem olhos esbugalhados, cameleão futebolístico, parece um ET e joga como respira, driblando e fazendo golos. Mesut Ozil. Parece quase um boneco da play-mobile. Joga com um telescópio na ponta das chuteiras, é médio criativo ou segundo avançado. Sabe procurar a bola, factor fundamental para se iniciar uma jogada no chamado local certo. Conviveu toda a época com Ronaldo no Real Madrid e nunca se intimidou na hora de fazer coisas parecidas no jogo em termos de influência no resultado. E a prova-lo, o jogo decisivo em Barcelona, quando, de repente, com a Catalunha toda a pressionar após ter empatado, Ozil pegou na bola a meio-campo, gelou o ambiente, levantou a cabeça e fez um longo e preciso passe de morte que isolou Ronaldo em frente ao guarda-redes Valdez. Golo de CR7, mas obra e concepção de Ozil.

Leva, claro, a mítica camisola 10 e faz todo o sentido que assim seja. Na relva do Europeu, esperam-se os seus passes fantásticos e remates teleguiados. A Alemanha futebolística já se habituou a ter heróis turcos. Sinais dos tempos.

16 selecções 8 craques Um destino 5A Holanda continua a ter uma ressonância mítica nos amantes do bolo futebol táctico e técnico. Jogo circular que faz a bola andar por todos os pedacinhos de relva. O actual onze laranja tem jogadores que entendem o significado deste estilo das tulipas.

O médio baixinho Sneijder é o seu principal intérprete nos tempos modernos. Cabelo rapado, cabeça levantada, olhar posto no horizonte da jogada, bem junto à baliza adversária. Foi desprezado no Real Madrid, conquistou a glória no Inter de Mourinho. Na selecção, levou a Holanda à Final do Mundial 2010.

Agora, busca o destino 2012. Depois, na faixa, estão as longas arrancadas individuais de Robben. Cada jogada destas duas tulipas, Sneijder e Robben, são, cada qual no seu estilo, desenhos com régua e esquadro que, muitas vezes, terminam no ataque na bota de um avançado que faz remates em arco quase com curvas impossíveis de descrever. É o mago Van Persie.

A técnica de remate mais bem desenhada do futebol internacional actual. Muitas vezes esconde-se num flanco do relvado, foge às marcações dos defesas mais duros e espera, silencioso, que a bola lhe apareça por perto. Os colegas de equipa sabem desse seu esconderijo e, por isso, levam-na até ele. Depois, quando Van Persie a apanha, o jogo de curvas, primeiro corporal fugindo às tentativas de desarme, e, depois, de remate, com a bola a desenhar trajectórias de parábola até ao angulo da baliza mais distante, a Holanda pode sonhar em ganhar qualquer jogo. Van Persie, o craque das tulipas, a palavra laranja mais mágica.

16 selecções 8 craques Um destino 6Por terras da Velha Gália, o estilo blasé com classe, de Platini ou Zidane, velhos profetas do chamado futebol-champagne, já pertence cada vez mais ao passado. Buscam-se novos heróis. Findo também o reino de Thierry Henry, não é fácil encontrar um novo simbolo indiscutível para inspirar a nouvelle France. No meio-campo, o pequeno Nasri faz grandes jogadas, mas está longe da dimensão iconoclástica dos três nomes referidos anteriormente, tal como Scarface Ribery, extremo veloz, mas que só aparece quando inspirado a correr pela sua faixa.

Por isso, o homem-chave para inspirar novas gerações também pode ter as mesmas origens argelinas de Zizou embora não seja um médio de play-station, mas sim um avançado de futebol directo, real e objectivo: Karim Benzema, da corte de Madrid de Mourinho para a francesa com a mesma vocação de caçador de golos. Depois de um período em que parece ter travado a sua explosão ao mais alto nível, Benzema é hoje um nº9 de levantar o Estádio com as suas arrancadas e remates: Tudo nele é força, técnica, potência, em direcção à baliza. Gosta de dar a sentença no jogo. Tabela pouco, embora venha buscar a bola atrás, sobretudo ao flanco esquerdo. Depois, é o remate. Deixando no ar, o fumo de saio do revólver em que se transforma a sua chuteira.

A França pode ser o grande regresso conquistador deste Europeu. Benzema parece que tem o dom de atrair para ele a bola nos momentos mais cruciais de cada jogo. Nos tempos que correm isso pode fazer toda a diferença.

16 selecções 8 craques Um destino 7Existe mais Europeu para além destes homem-ícone e suas selecções. Desde logo, claro, as nações que recebem toda esta elite do Velho Continente: Polónia e Ucrânia. Cada qual tem os sus heróis e sonhos.

A Ucrânia de Schevchenko é, cada vez mais, a Ucrânia de Yarmolenko ou Milevski, os novos avançados que tiram o espaço de remate ai velho Sheva, já a bater nos 36.

A Polonia tem um grande ponta-de-lança que chega depois de ganhar tudo na Alemanha com o Borussia Dortmund. É a mobilidade goleadora de Lewandowski, apoiado por extremo muito perigoso, Blaszczykowski. Nomes complicados de dizer? Talvez. Mas, no final do Europeu, acredito que já os irão pronunciar muito melhor. Eles podem ser as grandes revelações a lutar pelo título.

Na Rússia, resgate dos Czares, a estrela emergente é o médio criativo e avançando Dzagoev, embora a recuperar de uma lesão, ao lado de Arshavin, o jogador que só aparece em grande nos torneios curtos, como o Euro. Seis jogos em grande é uma coisa, uma época inteira com 38 é outra. Arshavin tem aqui outa oportunidade de, em apenas um mês, ganhar fama para um ano inteiro.

Ainda deixando no ar o sentido diabólico que ficou de 2004, a Grécia, agora de Fernando Santos, continua a jogar a partir da segurança defensiva, com um excelente defesa-central, Papadopoulos, e um nº9 alto que quando quer jogar, faz o que quer, muito parecido, no estilo e carácter a Ibrahimovic. Esse clone grego é Samaras.

A República Checa tem um dos melhores organizadores de jogo europeus a quem só faltou talvez um pouco mais de «sangue quente» para explodir ao mais alto nível: Rosicky, figura do Arsenal que busca guiar um onze checo que tem na baliza o capacete de Petr Cech, um guarda-redes capaz de salvar um jogo com grandes defesas.

A Dinamarca, no grupo de Portugal, tem um médio que joga com uma classe impressionante por todo o meio campo, quer a iniciar jogo, quer a finalizar no último passe: Erikssen, craque do Ajax, 20’ anos, o futuro do bom futebol com duas pernas.
A Croácia, rebelde e com o estilo de jogo que melhor combina carácter com técnica, também tem o seu maestro baixinho, Modric, com um semblante que parece uma fotocópia de Cruyff, tem velocidade, visão e remate.

Na Republica da Irlanda, pode estar a visão táctica-defensiva de Trapattoni, velha raposa, mas é no ataque que as luzes se acendem com um craque já mui reformado no futebol dos EUA, mas sempre demolidor quando volta à sua Ilha verde: Robbie Keane, o poeta irlandês com grandes golos.

Mas o melhor mesmo para fechar este artigo-viagem pelos caminhos relvados do Euro, é voltar ao inicio: Cristiano Ronaldo, Ozil, Xavi, Ibrahimovic, Balotelli, Rooney, Van Persie, Benzema. Oito nomes, oito selecções, um destino. O titulo do Euro 2012.

Porque só existe duas formas de um homem, ou simples futebolista, se destacar na vida, ou no relvado: uma é fazendo algo grande, outra, é fazendo algo diferente, estes são oito nomes com uma «bomba relógio» de talento nas chuteiras pronta a explodir dentro do relvado.

Rebeldes, insubmissos, génios, loucos, de craques a pop-stars, ele vão «quebrar o gelo» e incendiar com a bola nos pés o verão relvado da Ucrânia e Polónia.