Bloco de Notas 15/16 (5)

25 de Fevereiro de 2016

1. O “caminho” de Lindelof

A “epidemia” dos defesas-centrais lesionados (ou com problemas) atravessa os três grandes. No Benfica, a questão agora coloca-se no regresso de Lisandro, pois entretanto apareceu Lindelof na sua posição e jogou muto bem. A saída de Lindelof não ser pacifica é um óptimo sinal para o treinador. Num primeiro momento é natural Rui Vitória não hesitar a recolocar Lisandro. Num segundo, já é natural parar uns segundos e pensar que, se calhar, não é assim tão linear.
Lindelof foi, confesso, uma surpresa para mim sobretudo no plano adulto como assumiu a posição. Isto é, que ia corresponder no plano táctico-técnico não tinha duvida (mesmo sendo médio de origem). Podia era “tremer” tecnicamente com a bola quando tivesse que sair com ela com espaço no natural inicio de construção de uma equipa grande.
Nem por um segundo notou-se um nervo do músculo a mexer-se nesse momento. E a defender manteve os níveis de eficácia em “matar a profundidade” adversária em que penso a dupla Jardel-Lisandro é a melhor do campeonato.
O tal segundo momento que falo é esta situação voltar a acontecer e Lindelof ser... chamado outra vez. Nessa altura, acho que o lugar já terá de ser seu e depois para sair alguém já terá que tirá-lo de lá. Não será só uma “comissão de serviço”. Será titular por direito próprio conquistado.
Pensando no visto até agora, cada vez mais faz sentido pensar assim. A médio ou a central, Lindelof tornou-se uma referencia incontornável no plantel do Benfica. Neste e no da próxima época.

FUTEBOL - Ruben Semedo jogador do Sporting, no jogo Sporting vs Academica referente a Vigesima jornada da I Liga 2015/16, realizado no Estadio Jose de Alvalade em Lisboa. Sabado 30 de Janeiro de 2016. (ASF/RUI RAIMUNDO)

FUTEBOL - Ruben Semedo jogador do Sporting, no jogo Sporting vs Academica referente a Vigesima jornada da I Liga 2015/16, realizado no Estadio Jose de Alvalade em Lisboa. Sabado 30 de Janeiro de 2016. (ASF/RUI RAIMUNDO)

2. Ruben Semedo pensa como central?

Entre os centrais, o Sporting vive o debate-Ruben Semedo. É ainda o que chamo um “jogador em aberto”. A sua carreira pode tomar caminhos diferentes. Necessita fintar a pressão, jogar mais simples. Sobretudo na leitura do timing de entrada nos espaços em corte. Está a central, mas lembro o que disse Jesus no inicio da época quando foi 6: “tem o físico, mas não a cultura para jogar lá”. Falava de táctica e técnica. Acho que o problema a central não é, salvaguardando a especificidade do “pensar o jogo”, muito diferente. E é nisso que ele deve trabalhar. Como se um dia ainda fosse voltar a nº6.


3. Stojiljkovic: o que era e o que ganhou

stojiljkovic

Era um avançado cujo nome e imagens já circulavam pelo nosso mundo do futebol. Via-o, essencialmente, como aquele nº9 físico que ia amassar defesas mas depois duvidava que fizesse o mesmo... às balizas. O Braga apostou nele e, meses passados, não perdeu o primeiro traço mas ganhou mais no segundo. Stojiljkovic continua sem ir buscar bolas muto longe de onde pode finalizar, mas depois está quase sempre nesse chamado “sitio certo” e solta a sua melhor arma: executa rápido o remate. Ganhou, agora, dimensão europeia. E tecnicamente, movendo-se mais rápido, pode continuar a melhorar. Dá gosto ver jogadores a crescer.