A “Dupla-Madeira”

22 de Maio de 2017

A Madeira tocou os dois extremos na época. O Nacional desmoronou-se. Desceu sem perceber o que tinha de fazer para salvar-se (e como que se suicidou ao despedir o homem que melhor os conhecia para isso, Manuel Machado).

O Marítimo regressa à Europa, num sexto lugar construído a “ferros tácticos” de consistência defensiva por Daniel Ramos que agarrou o seu lugar como treinador de I Liga. O último jogo, em que as “campainhas do empate” necessário soaram desde o inicio foi um exemplo do jogo deste seu Marítimo. Uma equipa que sabia esconder-se muito bem atrás da linha da bola e depois só pôr o nariz fora dessa porta defensiva quando não estivesse ninguém por perto. Noutras ocasiões, esperava as bolas paradas (cantos e livres laterais) que são como algo á margem da história do jogo. Porque este pode estar a querer levar o resultado para um lado que uma bola parada leva-o, num ápice, para o outro. Foi o que este Marítimo ensinou tantas vezes.