A Eficácia… Criativa

28 de Novembro de 2016

É impossível a palavra “eficácia” deixar de ser tema na análise a um jogo e nem penso na questão da concretização. No Restelo, pensei mais nela até a propósito do ponto onde vejo este FC Porto mais forte: na transição defensiva rápida. Nesse momento tem a... eficácia da recuperação de bola. A questão é que depende muito de o conseguir em zonas subidas para que a jogada adquirira logo verdadeiro perigo. Ou seja, o “problema ofensivo” (que tem expressão mais visível na falta de golo) deve ser visto com maior amplitude na interpretação global do modelo de jogo. A eficácia é indispensável em todos os seus momentos e ações.

Na criação ofensiva, a posição de Otávio, sempre no centro desde o jogo com o Benfica, não pode tornar-se num dogma posicional para o jogador, sobretudo após um bom inicio de época a fazer diagonais de desequilíbrio desde a esquerda.

Quanto a Brahimi, já não existe forma de pegar no assunto até porque nestes casos, ele (como qualquer jogador de desequilíbrio um-para-um que não entre) fica aos olhos da bancada cada dia melhor quanto mais tempo ficar... sem jogar e a equipa não ganhar.