A Expressão ”Supra-Táctica” do Jogo

21 de Abril de 2017

Falar tanto da importância táctica do corredor central (e do poder de influência do terceiro homem, o mais subido e/ou ofensivo, o espaço Alan Ruiz-Jonas) não retira importância ao jogo exterior das faixas e ao poder de desequilíbrio que os extremos podem ter no jogo.

Nesse espaço de rasgo individual, o “duelo de diabruras” á distância entre e Rafa e Gelson será como a expressão supra-táctica do jogo. Isto é, fogem ás equações colectivas do jogo de controlo de espaços para entrar na visão individualista de invasão dos espaços. São jogadores que podem viver acima ou num patamar à margem do jogo durante muito tempo e decidi-lo numa jogada (os pontas-de-lança também esperam muito deles).

Esta forma de olhar para os jogadores mais desequilibradores do ponto de vista individual não os coloca, no entanto, fora do entendimento colectivo que os treinadores fazem para o seu plano de jogo. Até porque, como Jesus frisa, a maior parte do tempo eles passam-no sem a bola. Nesses momentos, quem defender melhor (o Sporting para evitar contra-ataques encarnados, o Benfica para evitar a eficácia do ataque organizado leonino) terá mais hipóteses de depois... atacar melhor.