A Ideia ou o Jogo

25 de Novembro de 2016

Não é normal olhando o seu passado ideológico, ver uma equipa de Peseiro com tão pouca posse de bola num jogo (como os 30% do Braga em Gent) mas neste dado está, mais do que uma opção, uma adaptação à nova realidade que vive. A dos jogadores, que não lhe permite segurar tanto a bola (pensando numa posse qualitativa) e a sua própria (na qual a exigência de resultados devora o Braga atual).

No meio desta equação, é difícil a equipa conseguir bases sólidas para criar referências de jogo diferentes. Nunca dá a sensação de ter os jogos controlados, mas tem argumentos para os ganhar porque tem jogadores que conseguem como “falar por si próprios” no jogo. Isto é, jogam para além do modelo. Como se vê ao juntar Stojlikovic e Hassan na frente: uma dupla de ataque que quase que foge ao resto da equipa em termos de ideia de jogo mas pode... ganhá-lo. Jogar bem ou mal é outra coisa.

Esta não parece, ideologicamente, uma “equipa de Peseiro” mas sendo, em campo, uma equipa constantemente em busca de si própria, consegue ser competitiva porque dessa forma também está sempre... atrás do jogo. E nunca deixa qualquer adversário sossegado.