A Jogada e o Jogo

10 de Abril de 2017

O FC Porto voltou ao seu “sistema de máscaras” entre 4x3x3 e 4x4x2 conforme a ocupação do flanco direito e derivações de André Silva (entre centro e descair na faixa). Seria, porém, quando passou para um 4x3x3 mais puro, com Corona como habitante fixo do lado direito, que decidiu o jogo.

A jogada do 2-0 é apenas um lance mas pode ter uma interpretação mais ampla para o... jogo. O que foi e o que podia ter sido mais tempo. No caso da faixa direita não vejo nessa variação um problema. Até causa imprevisibilidade ao adversário. Tem é de criar melhor a opção de quem o invade para depois servir na área. É neste ponto que vejo mais crucial frisar a análise: Soares não pode passar tanto tempo fora da zona de remate da área (e caindo tantas vezes na esquerda). Tem de ser mais um “animal nº9”. Como no lance do 2-0 mostrou ao cabecear na área, o centro teleguiado. Por isso, essa jogada ter transfer para o jogo. Isto é, para o melhor jogo posicional que o FC Porto necessita (antes da dinâmica, a melhor ocupação dos espaços). Esse melhor jogo posicional tem de ter Soares o mais tempo possível na área, onde amassa defesas, remata e, claro, faz golos.