A “ligação-Herrera”

28 de Agosto de 2016

É a maior evolução-transformação em termos de posição de um jogador feita por Nuno em relação ás anteriores expressões posicionais no onze portista com outros treinadores. É, no fundo, o regresso de Herrera à sua “casa táctica” natural, a de nº8. Tudo o que seja para além disso acho que não faz sentido para o futebol daquele jogador, essencialmente um homem de transição individual em condução, que mete velocidade no jogo (de recuperação e saída). Terminara a época passada quase a segundo-avançado, muito adiantado e, antes, já fora membro de um duplo-pivot puro ou até falso-ala.

Não sendo um pensador de jogo por natureza, Herrera é o tipo de jogador que vejo como um promotor do diálogo tático da equipa em campo entre outras duas posições. Aquelas que ficam atrás (a do 6, ocupada hoje por Danilo) e a do 10 (ocupada hoje por André, embora numa missão mais de pressão, pois é Otávio que pega criativamente quando vem para dentro). Herrera é assim uma espécie de relações públicas do onze em campo. Está a jogar bem porque, mais do que jogar para ele, está a jogar para a equipa (em função dela).