A maior sensação que me provoca o Stoke

15 de Janeiro de 2016

Na Premiere League mais aberta de sempre, emergem equipas que, mesmo sem consistência de jogo para jogo, têm um poder de atração irresistível na imaginação e imprevisibilidade do seu futebol. Uma delas é o Stoke. Tem na frente um trio “inventor de jogadas”: Bojan, Shaqiri e Arnautovic.
No meio-campo, Van Ginkel e Affelay metem requinte no jogo (que conserva os traços britânicos só de meter o estilo e raça de Walters) mas é na frente que esta equipa se torna diferente de todas as outras.
Bojan não confirmou tudo que prometera quando apareceu na primeira equipa do Barça mas será dos jogadores mais rápidos com bola no futebol europeu, em condução perfeita. Por vezes, parece que demora a soltá-la mas penso que isso é a ilusão que provoca por correr com ela tão colada ao pé em toques sucessivos.

Shaqiri é mais velocista de espaços vazios mas decide muito bem em velocidade, na passada. Tem mais dificuldade quando o ritmo de jogo abranda.
Mas o jogador que mais apaixona e perturba é o tecnicista insolente Arnautovic. Esta forma de o definir explica por si só porque ele me faz lembrar tanto na forma de jogar, carácter e génio, o estilo de Ibrahimovic. O tipo de jogador que jogar com nariz no ar, achando-se sempre superior a tudo, encolhe os ombros quando falha, atribui culpas ao mundo todo e, pouco depois, faz um grande golo que festeja com ar desafiador. Arnautovic é um vagabundo no ataque. Nisso, move-se mais que Ibra. Muito forte atleticamente, necessita estar bem fisicamente (tem tendência a ganhar uns quilos a mais) para “partir tudo” sem perder a cabeça. Só por ele vale a pena ver este Stoke jogar.
A equipa tem, no entanto, uma boa ideia coletiva de jogo pelo que para ultima frase do artigo deixo aqui uma questão para pensarem e voltar a debater em breve com mais espaço: será Mark Hughes neste momento o melhor treinador britânico da atualidade?