A Mudança: Ideias Para Jogadores

17 de Fevereiro de 2017

Sucedem-se as trocas de treinador, mas onde sinto que essa mudança teve o efeito de mudar mesmo as equipas foi no Feirense, com Nuno Manta (que substituiu José Mota) e no Marítimo, com Daniel Ramos (que substituiu Paulo César Gusmão). As outras equipas merecem também análises especificas (Miguel Leal estabilizou o Boavista, Luís Castro recompôs o Rio Ave) mas estes foi onde se viu mais a alteração de comportamentos (tácticos e humanos).

No Marítimo, o modelo mudou mesmo e apesar de baixar mais as linhas para iniciar a construção da sua ideia de jogo (a partir da segurança defensiva indispensável) Daniel Ramos deu um “corpo” a um onze antes indefinido em campo.

Nuno Manta descolou a equipa de algum “jogos de pares” excessivo e soltou a ligação entre meio-campo e ataque. Está, no fundo, a tirar o melhor dos jogadores e com isso a equipa parece mais oleada tacticamente a avançar e recuar.

Tudo isto é, sobretudo, olhar para os jogadores e ver como os colocar a fazer mais vezes aquilo que fazem bem e obriga-los a fazer o menos vezes possíveis aquilo que fazem menos bem (ou mal até). Saber usar jogadores não é muito mais do que isto.