A Táctica Sem a… Técnica!

23 de Fevereiro de 2017

Guardiola levou o debate futebolístico para uma área que causa alucinações quando os nomes próprios para executar a sua ideia são contranatura na relação técnica com a bola. Em síntese,  a forma como quer sair a jogar desde trás, torna a táctica na... capacidade técnica dos jogadores (guarda-redes inclusive) nessas posições.

Sagná, Stones, Otamendi e o assustado Caballero. O Mónaco sentiu o cheiro do erro eminente e em pressão alta organizada condicionou a ideia de Guardiola na origem.

Nessa ideia o lateral-esquerdo não existe por definição, pois sai dessa casa táctica para se colocar à frente da defesa como pivot no inicio de construção. Era a missão de Fernandinho (médio-centro toda a vida). O problema é que a equipa não o vê nesse principio. Por isso, só melhorou tacticamente no jogo quando trocando-o por Zabaleta (para jogar como lateral clássico) resgatou o equilíbrio da equipa. Coincidiu com a quebra física da pressão alta dos avançados do Mónaco e, assim, o jogo virou.

Entre o tubo de ensaio de Guardiola e a máquina de Jardim, houve tempo para tudo no jogo, menos para respirar.