Ao longo da carreira Renato Sanches será sempre só um nº8?

12 de Maio de 2016

Quando o via na equipa B, reconhecia o valor mas não o conseguia definir porque me fazia impressão que não parasse quieto um segundo. Ou seja, via a sua dinâmica de jogo mas não via o seu... pensamento de jogo. Ia buscar a bola ao pivot e “fugia com ela” em condução “queimando linhas”. Faltava a pausa para também ser um organizador (de trás para a frente).

Na equipa principal, continuando a “8”, sentiu maior responsabilidade posicional, melhorando o critério. Com grande amplitude periférica de movimentos no sistema, mostra que pode fazer todas as dinâmicas dos quatro momentos do jogo (organização e transições defensiva e ofensiva) com igual qualidade e intensidade (tendo de melhorar precisão de passe).

Tudo isto não quer dizer que só possa ser “8”, mas será essencialmente essa a sua posição. A chave é que a pode fazer em modelos que exijam diferentes formas de jogar a partir desse espaço: ficar mais (aprendendo a gerir pausas) ou a subir até ao espaço 10. Tanto pode jogar com o triângulo com “dois 8” ou jogar só ele perto do “6” a sair.
Tenho mais dificuldade de o ver a “6” porque é a posição que exige mais jogo posicional, “saber estar quieto”, e ele entende o jogo sempre em movimento. Nem sempre o é nas pernas. Só na cabeça. É nesse ponto que tem de crescer para ser mais jogador para mais locais de “jogo posicional” do meio-campo.