Franco e Zinha. Um argentino e um brasileiro. Dois grandes jogadores que surgirão no caminho de Portugal no Mundial-2006. Apesar das suas origens, ambos representam a selecção do México, país onde jogam há vários anos e do qual possuem dupla nacionalidade. Os dois estiveram em foco, este mês, na grande final do campeonato mexicano. Toluca-Monterrey.
Inteligente nas movimentações e muito oportuno no remate, Franco é o ponta-de-lança do Monterrey. Joga no México há quatro anos. No passado, na Argentina, no San Lorenzo, era muitas vezes médio ofensivo, pelo que revela grande facilidade em vir buscar jogo atrás. Dentro ou fora da área sente-se o perigo sempre que pega na bola.
Rápido e criativo, o pequeno médio Zinha, como é conhecido António Naelson, dinamiza todo o jogo do Toluca, o novo campeão mexicano. Está no México há dez anos, altura em que deixou o anónimo Rio Branco paulista para rumar a Saltillo no país da tequilla. Tem um drible curtinho em progressão. Joga e faz jogar. Embora seja algo frágil fisicamente é muito difícil de ser desarmado tal a forma como controla e esconde a bola à medida que avança no terreno.

Disputado em sistema de play-offs e eliminatórias directas na sua recta final, o campeonato mexicano é hoje um dos mais espectaculares do mundo. Grandes equipas, grandes jogadores, estádios cheios e muita emoção.
Com Borgetti emigrado em Inglaterra, o goleador do torneio voltou a ser um estrangeiro que também já conquistou as canchas asztecas: o uruguaio Vicente Sanchez, El Carucha. Não é, no entanto, um ponta-de-lança nato. Esquerdino, pode jogar encostado ao flanco como mais no centro, como um segundo avançado que por vezes até parece um nº9 puro.
Outros grandes avançados a seguir nas canchas dos sombreros são, no Chivas Guadalajara, o careca Bautista. Muito móvel e com um remate potente. E, no América, um possante avançado brasileiro que todos os anos se fala vir para a Europa mas, no final, fica sempre pelo México, onde está desde 2002, quando rumou do At.Paranaense para o Tigres. Chama-se Kleber e, sem ser muito rápido, tem um faro de golo impressionante, furando em força e técnica.