Pela segunda época consecutiva, o Al Ittihad da Arábia Saudita conquistou a Liga dos Campeões Asiáticos, batendo, na final, bateu o Al Aind dos Emirados Árabes Unidos (1-1 e 4-1).
O seu actual treinador é o romeno Angel Iordanescu que procurou incutir um estilo apoiado ao jogo da equipa onde emerge, desde logo, um elegante playmaker brasileiro que coloca a bola onde quer, em passes curtos ou em profundidade: Tcheco. Sempre que marca uma falta, com grande precisão de passe, é certo que a bola vai cair numa zona que confunde os adversários.
Uma missão criativa apoiada por uma nova estrela do futebol saudita, Abushgeer, espécie de segundo avançado inventor que se incorpora muito bem nas jogadas de ataque.
Ainda na mesma zona, destaca-se o camaronês Job, vindo do Middlesbrough, um jogador algo intermitente, alterna grandes rasgos individuais com momentos de total apagamento, mas que, quando acorda, inventa sempre um lance que pode fazer a diferença e servir o avançado centro Kallon, estrela da Serra Leoa, que chegou este ano vindo do Monaco, onde já não tinha espaço para jogar. Não se limita a ficar fixo entre os centrais adversários e move-se por toda a frente de ataque, surgindo depois, muito oportuno para finalizar dentro da área.

Do outro lado, o Al Ain, campeão em 2003, revelou-se um adversário sempre perigoso, destacando-se, no ataque, um dupla vinda do Panamá formada por Blanco e Tejada. Um verdadeiro jogo de contrastes entre a picardia latino-americana e o mais vertical futebol asiático, apoiado pelo possante nigeriano Onyekachi.
Nesta multinacional futebolística, a honra artística do Golfo asiático foi garantida por Subait Khatar, especialista na marcação de livres.
Será interessante ver, agora, como irá reagir, em Dezembro, no próximo Mundialito de Clubes, o Al Ittihad perante gigantes europeus e sul americanos. Oportunidade para muitos olheiros na Europa descobrirem, por fim, um dos mais elegantes e categorizados passadores do futebol brasileiro: Tcheco. Um cirurgião do passe!