ANDERLECHT-STANDARD: O duelo pelo titulo belga

6 de Maio de 2006
Frente a frente a três jornadas do fim, Anderlecht e Standard entraram em campo separados apenas por um ponto no topo da Liga belga. Venceu o Anderlecht de Vercauteren. Um triunfo indiscutivel de uma equipa com cultura táctica e capacidade de jogar em todo o campo. Do outro lado, o Standard confirmou ser uma equipa tecnicamente forte mas algo leve nas acções de «pressing»
Frente a frente a três jornadas do fim, Anderlecht e Standard, separados por um ponto no topo da Liga belga, entraram em campo sem as suas principais figuras. Kompany, central, e Van Borre, lateral direito, pelo Anderlecht. Onyewu, central, e Sérgio Conceição, médio, pelo Standard. Apesar destas ausências o jogo do titulo belga manteve., no entanto, grande intensidade competitiva. Ganhou o Anderlecht, 2-0, num jogo onde provou sempre ser uma equipa mais completa. O Standard, por seu lado, confirmou a ideia de ser uma equipa algo leve em termos de pressing, vivendo sobretudo da valia técnica do seus meio campo, muito inteligente a trocar a bola, procurando um jogo apoiado. Tacticamente esquematizado em 4x2x3x1, com Tchite deambulando na frente de ataque, apoiado por Moreira à direita e Rapajic, à esquerda. O onze variou entre o 4x2x3x1sem bola, com Dembelé (ex-Setubal), ora fechando à frente da defesa na recuperação, ora soltando-se como interior esquerdo nas transições ofensivas, apoiado nessa manobra, por Geraerts, interior-esquerdo, enquanto Negouai, no centro, jogava mais perto dos avançados. Nessa fase, a equipa já desenhava um 4x3x3 mais dinâmico. Na defesa, Jorge Costa, que escapou a expulsão após uma entrada violenta sobre Wilhelmsson, teve a companhia do senegalês Sarr, um central imponente que raramente falha um corte.
Orientado por uma velha figura da sua grande equipa dos anos 80, Vercauteren (médio ofensivo de um inolvidável onze onde também brilharam Vandenbergh, Coeck e Lozano) o Anderlecht geriu muito bem os diferentes tempos do jogo, defendendo com segurança e desdobrando-se depois no ataque a toda a largura do terreno. A chave da dinâmica táctica do onze reside na inteligência do seu meio campo. Parte, no papel, do 4x3x1x2, mas, depois, na dinâmica da táctica, solta três médios na segunda linha do meio campo, com as subidas de Wilhelmsson na direita, um excelente ala, e Goor, na esquerda, embora com menor profundidade, enquanto no meio, o veterano Zatterberg, 35 anos, continua a ser a referência do onze para organizar jogo e executar o ultimo passe. Para além disso é exímio na marcação de livres. Nas costas deste trio, Vanderhaeghe é o pêndulo defensivo, enquanto no ataque, a dupla Serhar-Pujol ou Frutos move-se por toda largura do terreno, buscando espaços vazios de penetração.

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