COLUNA

16 de Junho de 2005
Mário Coluna, a locomotiva do Alto Mahé, chegou ao Benfica em 1954, no mesmo ano em que o Benfica iniciava a sua revolução com Otto Glória sob a presidência de Joaquim Bogalho. A sua influência quer na equipa da Luz como na selecção nacional foi tão grande durante os anos 60 que, pode-se dizer, sem a sua presença a meio campo nenhum das duas formações seria tão forte. Chegou rotulado do Desportivo de Lourenço Marques rotulado de ponta de lança goleador.
De inicio, não foi titular, até que Otto Glória percebeu a sua verdadeira vocação em campo: médio centro. Seria ai, segurando as rédeas da equipa que ficaria famoso, com o seu perfil de patrão sereno, grande pulmão, técnica e força. Em 1961, Bela Guttmann definia assim o jogo de Coluna: “Ele não pode mais ser, dentro do sistema actual do Benfica, aquele jongleur a que o público estava habituado. Eu não me recordo nunca de ter visto Coluna jogar mal. Pode estar infeliz, como qualquer mortal, mas é raro. Não pode ser é um espectáculo. Ele tem de ser é o chefe da equipa!”

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