Como o FC Thun eliminou o Dínamo Kiev

5 de Agosto de 2005
Confirmando a subida do nível competitivo do futebol helvético, selecção e clubes, o FC Thun, segundo classificado do campeonato suíço, causou sensação na segunda pré-eliminatória da Liga dos campeões ao afastar o Dínamo Kiev. Vejamos qual o seu onze base, figuras e sistema táctico utilizado.
Depois de empatar na Ucrânia (2-2), jogou no seu estádio com a vantagem dos golos fora e sabiamente orientado por Urs Schonenberger, montou um esquema táctico de contenção, segurando a bola, fechando espaços e saindo para o contra-ataque com perigo, procurando jogar a toda a largura do relvado. Estendido num clássico 4x4x2 em linha, com a defesa chefiada pelo seguro central bósnio Hodzic, o onze teve como âncoras tácticas uma forte dupla de trincos-volantes, formada pelo australiano Milicevic, um recuperador de bolas nato, funcionando como farol à frente da defesa, e pelo incansável Aegerter, responsável pela saída e transporte da bola nas transições defesa-ataque. O corredor central foi todo seu durante os 90 minutos, pois desde o inicio foi intenção de Schonenberger jogar com dois homens bem abertos nas alas: o capitão Gerber, 32 anos, sobre a direita, o homem que, através do seu espírito lutador, dá carácter à equipa pela forma como deixa a pele em campo, enquanto que, na esquerda, solta-se uma asa com sotaque português, o lateral Gonçalves, 19 e o flanqueador canhoto Ferreira, 23, ambos com raízes lusitanas, emigrantes de segunda geração que fazem toda a faixa com grande consistência a defender e a atacar. Todo o quarteto do meio-campo trabalha muito na recuperação da bola, recuando linhas sempre que perdem a sua posse, deixando isolada na frente a dupla atacante composta pelo brasileiro Adriano, virtuoso, sempre em movimento, que vem atrás buscar jogo, e pelo italiano Lustrinelli, 29 anos, mas que fez toda a careira na suíça, algo limitado tecnicamente mas muito inteligente nas movimentações.
Uma equipa tacticamente muito inteligente que soube gerir os diferentes ritmos de jogo frente a um Dínamo Kiev que, apesar de ser claramente superior, não descobriu como furar a cortina de ferro que o onze suíço montou em frente à sua área, mantendo sempre o quarteto defensivo completo, com os laterais recuados. Agora, falta ultrapassar o Malmoe, para entrar, sensacionalmente, na fase de grupos da Liga milionária.
FC THUN: O onze e a táctica que eliminou o Dinamo Kiev. Sistema: 4x4x2; Treinador: Urs Schönenberger

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