Começou, esta semana, no Paraguai, a Copa Sul-americana Sub-20, e muitas atenções estão viradas para um garoto brasileiro com nome que lembra um desenho animado: Alexandre Pato, nome que se deve a ter nascido na cidade de Pato Branco, no Paraná.
Revelou-se esta época no Internacional, fez um par de jogos e muitos correram a anunciar a descoberta de um novo tesouro canarinho. Robusto, fisicamente sem medo do choque (1.79m e 71kg) o futebol de Pato, 17 anos, é uma interessante mescla de músculo e técnica. Ou seja, não salta logo à vista por driblar como um típico brasileiro, mas antes pela forma adulta como se move nos últimos 25 metros do terreno. É destro e revela um grande poder de desmarcação, muito oportuno a surgir na área para o remate e frio a finalizar.
Ainda é cedo para pensarem nele para a Europa. É dos casos em que o talento precisa do seu habitat próprio para crescer. Calma, portanto, e aguardem sem o perder de vista. É um Pato está em fase de crescimento.
Alexis Sanchez (Chile / Colo Colo)

ÉPOCA - CLUBE - JOGOS - (Suplente utilizado) - Golos
2005 Cobreloa 8 (22) 3
2006 Cobreloa 10 (0) 6
Colo Colo 12 (1) 3
A sua aparição no torneio causou alucinações. Descaído sobre a direita, como segundo avançado, Sanchez disfarçou-se de serpente dribladora. Escondeu a bola, fintou, correu e dançou com ela, mas sempre avançando no terreno, revelou visão de jogo, lutou e marcou um golo.
Tem 18 anos e um físico que lhe permite um jogo de cintura estonteante (1,68m. e 62kg.). Fez-se no Cobreloa e é um dos miúdos prodígio do atraente baby-onze do Colo Colo, de onde também saiu Matias Fernandez. Proibido perder de vista.
Edgar (Brasil /Sp Braga)

2006 São Paulo 1 (2) 0
2007 Joinville
Rotulado de craque, o novo reforço do Braga, surgiu no ataque do Brasil, em 4x4x2. Não é um jogador muito elegante de se ver. Alto e esguio (1,90m. e 76kg.) é muito forte sobretudo de cabeça, a pentear a bola nas alturas, assistindo colegas ou metendo-a nos espaços vazios.
Com a bola, é até meio desengonçado, mas, como é lutador e tem a passada larga, surge muito bem entre os defesas, choca com eles, e tenta o remate ou o passe, sabendo jogar de primeira. Sem bola, recua para auxiliar na recuperação.