Durante muitos anos as suas equipas protagonizaram grandes noites europeias. Desse passado, a memória retêm fortes equipas suecas que deixaram marcas nos estádios do Velho Continente: Norkopping, nos anos 60, Malmoe, nos anos, Goteborg, nos anos 90.
O novo macrocéfalo quadro competitivo das provas da UEFA, afastaria, porém, esses emblemas dos grandes palcos da nova Liga dos Campeões. Entre eles está a nova força emergente do reciclado futebol sueco, o Djurgarden, que conquistou, este ano, o seu o seu terceiro título nacional em quatro épocas.
Treinado por Kjell Jonevret, o onze de Estocolmo, quase sempre em 4x4x2, dominou toda a prova, não se ressentindo, inclusive, da saída, em Agosto, do seu grande ponta de lança, Soren larsen, transferido para o Schalke O4, quanto já tinha feito, até então, 10 golos em 12 jogos.
Face à sua saída, Jonevret refez o seu ataque e juntou, na frente, a dupla Sjoliund-Kusi Asare. São jogadores distintos. Sjolund, 22 anos, é ainda uma grande promessa do futebol finlandês. Nas camadas jovens fazia dupla com Forssel. Perdeu-se um pouco, porém, na passagem para a dureza do profissionalismo, mas esta época renasceu para o bom futebol, apoiado pelo ganês Asare, que se solta por toda a frente de ataque, deambulando de um lado para o outro. Está há oito anos na Suécia e também já andou pela Áustria. Esta época fez 12 golos.

Na chefia da defesa, destaca-se, ao lado do stopper Johannesson, o experiente central finlandês Kuivasto, personalizado, forte no jogo aéreo, adivinha sempre por onde a bola vai passar e corta sem cerimónias, num sector onde também merece atenção o lateral esquerdo Stenman, que também pode jogar como médio ala, tal a forma como ataca e defende.
O melhor sector do onze é, no entanto, o meio campo, onde está, para além de Arneng, o chamado playmaker moderno que joga de área a área, a maior estrela do onze: Tobias Hysen, médio ofensivo que também se pode transformar em extremo ou, se jogar mais no centro, em segundo avançado. Em 4x3x3 já chegou a alinhar na frente de ataque, mas sem nunca se fixar entre os centrais.. É um esquerdino com grande poder de explosão, velocidade e técnica que confunde qualquer defesa.

Na Finlândia há outra cidade com novo estranho também já a sonhar com a Champions: Ansalankoski, morada do campeão MYPA, conquistador, esta semana, da Veikkausliiga.
Por ente um onze quase todo finlandês, praticando um futebol essencialmente físico, devoto do jogo directo, o contraste é feito pelo paraguaio Miranda e, no ataque, pelo possante ponta de lança brasileiro Adriano (fez 10 golos) há já cinco épocas no futebol finlandês, tendo antes passado por Allianssi e Atlantis. É, encontra-se sempre um brasileiro mesmo no mais recôndita paragem do mundo do futebol…