EURO 2004/Tácticas: Como pode jogar a Alemanha de Rudi Voeller

12 de Junho de 2004
Em 3x5x2 ou 4x3x1x2, a Alemanha, apesar da crise de resultados e sem grandes panzers como no passado continua a deter a mesma musculada força mental. E, depois, a história futebolística já nos ensinou que nunca se deve dar uma equipa alemã como morta
Embora seja clara a crise de jogo da selecção de Voller, a história ensina-nos que nunca se deve dar uma equipa alemã como morta. Tacticamente, a actual Alemanha, mesmo apresentando um onze igual, pode esquematizar-se em dois sistemas: 4x3x1x2 ou 3x5x2. No primeiro sistema, o 4x4x2, que parece ser, neste momento, o mais provável de ser utilizado, surge a clássica linha de defesa a «4», com laterais ofensivos como é tradição no futebol alemão (Friedrich ou Hinkel, á direita, Lahm, á esquerda) apoiada por um meio campo dividido em duas linhas de «3x1». A primeira, composta por três médios com tarefas híbridas: um de contenção, a cargo do volante central, quase trinco, Hamman, muito forte na antecipação e no choque, e dois de dinâmica atacante, a cargo dos jogadores colocados sobre as alas, Schneider, á direita, e Frings, que descaí do centro, o seu lugar natural, á esquerda, responsáveis por dar profundidade ofensiva ao onze pelas faixas e triangular, nas suas subidas, com os laterais. Mais á frente, atrás da dupla atacante Klose-Kuranyi (ou Bobic), o melhor jogador alemão da actualidade, numa posição mais adiantada em relação á que jogava no Bayern (como médio defensivo com liberdade para subir). Embora não seja um playmaker clássico, possui um poderoso remate de 30 metros, imagem de marca do tipíco futebol germânico, qualidade que, nesta posição poderá melhor activar. Em 3x5x2, Friedrich, passa para central para formar com Worns e Nowotny a linha de «3» defesas, recuando Schneider para lateral direito com a missão de fazer todo o corredor, sendo a mesma função desempenhada, á esquerda, por Lahm. No meio campo, ao invés de em 4x4x2, surgem, neste modelo, dois volantes centrais com maiores responsabilidades de lançar o ataque (Hamman-Fring), ambos mais á vontade nestas funções, pois vai de encontro ao que fazem nos clubes desde há varias épocas. Nas movimentações ofensivas, surgem sempre, em qualquer sistema, um enganche rematador e dois pontas delança que sabem jogar dentro e fora da área.

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