O resultado assombrou a Europa na primeira mão da segunda pré-eliminatória da liga dos Campeões. O campeão eslovaco – que no tempo da velha Checoslováquia andava nas divisões secundárias- esmagou o Celtic (5-0!), uma equipa, tal como todo o actual futebol escocês, completamente perdida em campo.
Apesar da goleada, o Artmedia não realizou, no entanto, uma grande exibição de futebol ofensivo. Com 2-0, já no segundo tempo, o Celtic reagiu, esteve perto do 2-1, falhou um golo de baliza aberta e, depois, num ápice, ficou a perder 4-0 com dois golos em três minutos.

Na essência, a filosofia de jogo do Artmedia parte de uma base conservadora, esquematizando-se tacticamente num 4x5x1 estendido em 4x4x1x1, mas sempre com pelo menos 9/10 jogadores atrás da linha da bola como ponto de partida da dinâmica posicional.
A transformação dá-se, depois, com a polivalência dos médios e sua capacidade para subir no terreno apoiando os dois homens mais avançados (o veloz Obzera e o avançado centro Halenar que, no primeiro tempo, jogou nas costas de Obzera, mais segundo avançado. No segundo tempo, as posições alteraram-se). A meio campo, Borbély é o volante mais recuado, apoiado por Kozák, interior esquerdo, e Fodrek, lutador da zona central.
O melhor elemento do sector entra, no entanto, pela faixa direita, é o interior destro Vascák. Um excelente jogador, a defender e a atacar, com técnica e resistência física. Só tem 21 anos. Pode estar aqui um grande médio de futuro, daqueles que corre o campo todo, com saber táctico e capacidade técnica.
É, portanto, um meio campo onde todos defendem e todos atacam, mas, curiosamente, não faz grande pressão sem bola sobre o adversário. Dá muitos espaços e é, até, algo macio nas marcações. Posiciona-se bem, mas falta-lhe agressividade na recuperação, pelo que é, claramente, mais forte, nas transições defesa-ataque, do que nas de ataque-defesa, onde sofre muito. A falta de uma ideia de jogo por parte do Celtic, abriu-lhes, porém, caminho para uma goleada histórica!