Todo o plantel custa menos do que as duas ultimas contratações do Real Madrid. A todo, esta época, no seu segundo ano na I Divisão espanhola, comprou 12 jogadores, refez a equipa e gastou 1,2 milhões de euros.
Á 8ª jornada, atingiu, sensacionalmente, o primeiro lugar. Mas, afinal, como joga e quem são as estrelas escondidas deste intrigante Getafe, treinado pelo altivo Bernd Schuster, um adepto do futebol atraente, o tipo de treinador que gosta de jogos que acabam 4-3 e privilegia sempre a dinâmica ofensiva.
A única nuvem negra que ensombra este sensacional início do Getafe, reside na fama que persegue Schuster de ser um treinador que começa sempre bem as épocas mas, depois, na fase final, cai muito de rendimento. Foi o que já sucedeu no Xerez e, o ano passado, no Levante. Chegou a liderar a Liga espanhola, mas, depois, perdeu vários jogos e acabou por descer. Veremos se o velho anjo louro rebelde alemão aprendeu com as lições do passado…

No papel, o sistema é o 4x2x3x1, apostando depois na dinâmica dos três médios mais ofensivos para chegar ao ataque com mais homens, furando pelas faixas ou em diagonais de penetração. Nessa missão destaca-se, a zona central, o recuperado Paunovic ainda exibe grande disponibilidade física. Lê o jogo, levanta a cabeça, e passa com segurança, enquanto, nas alas, vindo do Real Madrid B, Ricky, à esquerda e Cotela, à direita, abrem o jogo a toda a largura do terreno, procurando servir o ponta de lança Guiza, a contratação mais cara, vindo do Múrcia.
Na segurança defensiva, destaca-se a dupla de centrais Belenguer-Matellan, escudada, na meia lua, pelo doble-pivot, a dupla de trincos, muito operária, formada por Alberto e Cubillo. Outra solução é o lutador suíço Celestini. Nas laterais, Contra ou Pulido cobrem a faixa a direita e na esquerda destaca-se o dinâmico Pernia. Defende bem, e depois gere com classe os timings de subida, surgindo depois na frente a cruzar ou a soltar o seu excelente remate de longe, com o qual já fez vários golos ao longo dos anos.