Houseman, El «osso louco»

2 de Janeiro de 2007
Rodando a parabólica, deparo-me, de repente, com um dos jogadores que mais me fascinou no passado: René Houseman. Argentina. Anos 70. Era Chaplin a jogar futebol. Acabou a carreira como a viveu, afundado no génio, na noite e na bebida.
CARREIRA:










Defensores de Belgrano, 1972.
Huracán 1972 a 1980.
River Plate, 1981.
Colo Colo (Chile), 1982.
Huracán, 1983.
Independiente, 1984.
 Amazulu de Durban (Sudáfrica), 1985. Excursionistas, 1985.
TITULOS:
Campeón de la Liga Argentina con Huracán, 1973. Campeón del Mundo con la Selección Argentina, 1978.
Internacional 55 vezes pela Argentina. 13 golos
CARREIRA:
Defensores de Belgrano, a 1972. Huracán 1972 a 1980. River Plate, 1981. Colo Colo (Chile), 1982. Huracán, 1983. Independiente, 1984. Amazulu de Durban (Sudáfrica), 1985. Excursionistas, 1985. TITULOS: Campeón de la Liga Argentina con Huracán, 1973. Campeón del Mundo con la Selección Argentina, 1978. Internacional 55 vezes pela Argentina. 13 golos
A imagem surge durante a noite como um fantasma. Rodando a parabólica, deparo-me, de repente, com um dos jogadores que mais me fascinou no passado: René Houseman. Não era muito conhecido na Europa, mas foi uma grande figura na Argentina dos anos 70. Era extremo, nº7. Magro, chamavam-lhe El Hueso, o osso. Como também era louco, como todos os bons extremos, acrescentaram El Loco. Ficou El Hueso loco. 
Para verem a dimensão do seu fútbol, basta dizer que a imagem que mais guardo do Holanda,4-Argentina,0 do Mundial 74, é um lance em que Houseman, louco, fintou três holandeses seguidos, deixando-os por terra a olhar para ele. Era Chaplin a jogar futebol.
Há muito tempo que não ouvia falar dele. Acabaria a carreira como a vivera, afundado no génio, na noite e na bebida. A imagem impressiona. Está mais velho, claro, mas não é só isso. Aos 53 anos, parece que já viveu duas ou três vidas. Ainda mais magro, passa os dias de café em café falando de futebol. É uma boa forma de passar os dias, diga-se. Na essência, continua igual. Recordam-se histórias e penso na tese de que os jogadores mais importantes para fazer um grupo forte são os que não jogam.
Dele se conta que uma vez, em vésperas de grande jogo, não apareceu no estágio e Menotti, então técnico do Húracan, ficou nervoso. Pensou e disse ao adjunto: Anda que já sei onde ele está. Saíram do estágio e foram ao bairro Belgrano, onde Houseman vivia. Chegados lá, repararam que num pequeno campo disputava-se uma peladinha séria, rodeada de gente do lugar. Menotit procura por ele mas não o vê a jogar. Estava no banco de suplentes. Chega perto dele, e pergunta: René, que fazes aqui? –Que faço aqui? –responde Houseman- olhe bem para o titular, é um fenómeno! Génio e louco, ele pensou que Menoti reprovava que fosse suplente na sua equipa de bairro e não a ausência do estágio com um jogo decisivo para o campeonato no dia seguinte. Resta dizer que Houseman jogaria na mesma, o Huracan ganhou e foi campeão argentino pela única vez na sua história.
CARREIRA:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Defensores de Belgrano,  1972.
Huracán 1972 a 1980.
River Plate, 1981.
Colo Colo (Chile), 1982.
Huracán, 1983.
Independiente, 1984.
Amazulu de Durban (Sudáfrica), 1985.
Excursionistas, 1985.
TITULOS:
Campeón de la Liga Argentina con Huracán, 1973.
Campeón del Mundo con la Selección Argentina, 1978.
Internacional 55 vezes pela Argentina. 13 golos

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