Com apenas 15 anos, começara a jogar em Talleres de Bell Ville. De pequeno era gordo e muito chiquito, comia como se não tivesse comido nuca, recorda seu pai, o homem que o fez um grande jogador de futebol. Mario crecera a jogar na melhor escola do futebol argentino: a rua. Por ser gordito, os amigos que jogavam futebol com ele chamavam-lhr El Panza.
A sua fama goleadora fez-se anos mais tarde quando foi contratado pelo Instituto de Córdoba. O curioso é que por essa altura o seu lugar ainda não era lá na frente. Kempes jogava como defesa, com o nº5, foi seu pai, que sabendo das qualidades do filho, fez um acordo com um seu amigo que era director do Instituto: “Mira, ele vai á experiência, ok? Se não tiver feito nenhu golo até aos quinze minutos do primeiro jogo, nem quero um duro por ele. Vai de graça. Se faz mais de um golo, dás-me 15 mil pesos, ok?” propôs o pai de Mario Kempes. “Tudo bem, negócio fechado”, respondeu o amigo director do Instituto. Mario não era muito de falar, timido entrava mudo e saia calado.
Nesse jogo, porém, actuando no ataque, o destino foi ao seu encontro. Aos quinze minuos já tinha feito um golo. Á entrada para o dezaseis apontou o segundo. Ao intervalo, já tinha feito quatro! Era o inicio da sua saga no grande futebol argentino.

Aos 19 anos transferiu-se para o Rosário Central e tornou-e o maior goleador da história do clube. Em 1974, quando já jogava em Espanha, no Valêmcia, foi convocado, com apenas 20 anos, para jogar o Mundial 74. Já lhe chamavam El Matador. Nessa selecção argentina, orientada pelo jovem técnico Vladislao Cap, já jogavam nomes como Heredia, Perfumo, Houseman, Ayala, Babington, Brindisi, Carnevalli e Yazalde. Ra um forte equipa, mas ainda algo nervoso e sem a maturidade para explodir nas grandes competições. Acabou eliminada na segunda fase, pela forte Holanda, que goleou o onze gaúcho por 4-0, e pelo Brasil, que ganharia por 2-1.
A Argentina exibira, porém, melhor futebol do que os resultados pareciam dizer. Mario Kempes não marcara, no entanto, nenhum golo em seis jogos e por isso alguns começaram a desconfiar que El Matador fosse assim tão terrivel.
Em 1978, no entanto, Menotti nem pestejanaria antes de o colocar no epicentro das defesas adversárias. Sabia que ele era o homem para virar o curso de um jogo em qualquer momento, na pena de Galleano um potro imparável que luzia galopando com o longo cabelo ao vento sob um relvado repleto de papelitos brancos. Kempes nunca dava por perdida uma bola. Na primeira fase, porém o golo parecia não querer nada com ele. Foi então que, brincando, Menotti lhe disse para cortar o seu farto bigode. A ideia resultaria em pleno. No resto da Mundial, Kempes marcaria seis golos e com eles guiou a Argentina á conquista do titulo mundial.
CARREIRA:
CLUBES ONDE JOGOU:
Instituto Córdoba (73)
Biblioteca Bell(74)
Rosario Central (74-76)
Valencia (76-80)
River Plate (81)
Valencia (82-84)
Hércules (84-86)
Wienner (Austria) (86-92)
Saint Polten (Austria) (86-92)
Krems (Austria) (86-92)
Fernández Vidal (Chile) (95) T
ITULOS:
Campeão do Mundo (Argentina 78)
Melhor marcador Mundial 78 com seis golos
1 Liga argentina com Rosario Central
1 Liga argentina com River Plate
1 Copa do Rey com o Valencia
1 Taça das Taças no Valencia
1 SuperTaça de Europa con el Valencia
2 vezes melhor marcador da Liga espanhola (1976-77 y 77-78)
44 vezes internacional pela Argentina