LULINHA. (B.I. de Mágico)

O Brasil conquistou, sem apelo e com classe, a Copa América Sub-17. Como presidente do seu futebol em campo: Lula. Luiz Morais dos Reis. O Lulinha, nº10 do escrete moleque. Só faz 17 anos na próxima semana, mas já joga como se nunca tivesse feito outra coisa na vida. E não fez, de facto. Para ele, a bola é uma companheira inseparável. No Torneio, alinhou sobre a esquerda do meio-campo com liberdade para entrar noutras zonas, inventar lances geniais, fazer passes notáveis, gestos técnicos fantásticos, e, claro, golos: 12 em 9 jogos. Feito nas escolinhas do Corinthians vai agora entrar na dureza do futebol sénior. Uma nova grande estrela canarinha saiu do berço. Sigam-na!
Michel (Figueirense/ Brasil Sub-17)

Um excelente defesa-central em gestação. Impecável a marcar em cima ou nas dobras, corta com limpeza, sem fazer falta e tem grande personalidade, com e sem bola. Aguerrido, Michel Schmoller tem sangue alemão, produto do mais físico futebol do Sul brasileiro. Sem ser muito veloz, não chega atrasado a nenhuma bola devido ao seu impecável sentido posicional. Joga no Figueirense e só faz 17 anos em Junho.
Maicon (Fluminense/ Brasil Sub-17)

Um dos perigosos avançados móveis do ataque da selecção brasileira Sub-17, ao lado de Alex, do Vasco. Mas enquanto este fica mais fixo, Maicon, 17 anos, do Fluminense, não pára um segundo e busca os flancos, para arrancar com a bola, em passada larga, com técnica e força física. Poderoso de cabeça, acelera o jogo com facilidade em contra-ataque. Canhoto, revela grande precisão no último passe, servindo, depois, os colegas que entram de trás.
O «escrete moleque de Lulinha».