Um excelente campeonato, boas equipas, muito público e uma atmosfera louca no apoio aos seus clubes e à sua selecção, a grande paixão de um dos países com maior peso na história do futebol mundial: o México.
Depois de longos anos presos numa confederação competitivamente muito débil para a sua qualidade, os clubes mexicanos revelam agora que disputam a Copa Libertadores sul-americana, um maior nível competitivo nos confrontos internacionais.
No fundo, esta reflexão pode ser estendida à selecção, com um excelente nível, mas que sofre com a falta de competitividade dos torneios da região centro-norte americana. Os apuramentos são quase sempre um passeio, mas, depois, na fase final, os azstecas, apesar do seu enorme valor, como que sentem um choque com um quadro competitivo muito mais forte. A sua inclusão, desde 1991, na Copa América sul-americana, melhorou a sua perfomance global, mas, na hora da verdade, ainda revela, a falta de contacto com esse chamado ritmo internacional, que pode traduzir-se em menor concentração táctica, exposição ao contra-ataque ou menor índice físico. Nos últimos três Mundiais caiu sempre nos oitavos-de-final deixando a ideia de ter valor para ir mais longe.

A Taça das Confederações, confirmou o nível do actual México de Lavolpe, um onze de combate, tecnicamente perfumado e com grande carácter. Esquematizado em 3x5x2, variando entre o 3x4x1x2 ou o 3x4x2x1, possui uma atraente mescla entre experiência e juventude.
A estrutura-base da equipa, parte de uma defesa a «3» com Osório, Galindo e Salcido a controlarem os tempos de corte e saída para o ataque.
No meio campo, Pardo é o trinco de referência, apoiado por Marquez que também pode jogar a central.
No apoio aos avançados, solta-se um virtuoso e veloz brasileiro naturalizado, Zinha.
No ataque, o poder goleador de Borgetti e a revelação Fonseca, rápido e lutador em busca do golo.
Se encaixarem toda esta qualidade no realismo do ritmo internacional, podem assumir-se, por fim, como uma verdadeira potência mundial.