DINAMARCA: O FUTEBOL-DINAMITE DOS VIKINGS

Esta invasão de final século começou a ser congeminada, no entanto, numa paisagem bucólica, de uma pequena vila chamada Vejle, na província de Jutland, na Dinamarca, onde as planícies vivem rasgadas por extensos campos verdes, onde, durante todo o dia, pastam, sob o sol frio, na sua inigualável tranquilidade rominante, manadas de bois e rebanhos de ovelhas, a poucos quilómetros do parque de diversões de Legoland, o maravilhoso mundo das construções para crianças.
Este é, hoje, um local muito visitado por um pequeno dinamarquês, que, apesar da sua baixa estatura, 1,68 metros, liderou, com arte, velocidade e um pouco de insolência com a bola nos pés, a rebelião futebolista norte europeia no inicio dos anos 80, numa altura em que os ecos das proezas dos jogadores suecos até aos anos 60, já começavam a cair no esquecimento. Nome desse pequeno viking da bola era Alan Simonsen, o dinamarquês eléctrico, um jogador em permanente movimento. Veloz, entregava-se a cada jogo como se fosse o último da sua vida. Com um centro de gravidade muito baixo, o seu estilo driblador fez, noa década de 70, o contraste entre o estilo granítico das equipas das Bundesliga, onde chegou, em 1972, com apenas 19 anos, vindo do Vejle Boldklub, nesse tempo o crónico campeão dinamarquês. Os seus primeiros tempos no futebol alemão foram de difícil adaptação, mas, quando, de um momento para o outro, soltou o seu talento, quase latino, capaz de driblar dois ou três jogadores em espaços muito reduzidos de terreno, cativou toda a Europa, ao ponto de em 1977, vencer a Bola de Ouro, sendo eleito o melhor jogador europeu do ano. O seu talento revelava-se no chamado ultimo passado ou em frente ao guarda redes. Em 1979, acabou por ceder ás propostas milionárias do Barcelona e, junto como Netzer, o seu companheiro da força no meio campo de Monchengladbach, também rumou para o futebol espanhol.
Concentrando grande parte da sua força na capital Copenhaga, o futebol dinamarquês, erguido num país todo rodeado pelo mar, à excepção de uma pequena faixa de 65km que o liga à Alemanha, é de entre todas as nações escandinavas, o menos fiel ao rígido estilo nórdico. A esse facto não é estranha a sua posição geográfica, em certas latitudes miradouro da Europa dos virtuosos. Devido ao facto de o seu futebol, como quase todos da região norte europeia, ter sido amador durante toda a sua história, o profissionalismo continua ténue, tornou impossível segurar os seus maiores talentos, que muitas vezes recusavam regressar para jogar na selecção.
Quando, nos anos 80, conseguiu recuperar para a selecção muitas das estrelas que abandonaram o país, a Dinamarca, dirigida pelo sábio técnico Sepp Piontek, formou um onze de sonho: a fabulosa “Selecção Dinamite”. No leme desse movimento de renovação estava Alan Simonsen, que junto de figuras como Eljkaer Larsen, Arnensen, Lerby e Laudrup, entre outros, assombrou a Europa quando, em finais de 1983, venceu em Wembley a Inglaterra, com um penalty apontado por Simonsen, e qualificou-se sensacionalmente para o Europeu-84, onde, com um futebol vistoso e ofensivo, chegou até á meia-final. Esta geração explosiva transformou-se numa fonte de inspiração para toda a juventude dinamarquesa, geneticamente louca por futebol, que desde esses dias nunca mais deixou de ter um onze capaz de surgir sempre com uma aura atraente nos grandes palcos do futebol mundial.

O seu romântico futebol elevou-se à categoria de lenda em 1992, quando, num momento em que a maioria dos jogadores estava de férias na praia, foi chamado de surpresa, após o afastamento da Jugoslávia, para disputar o Europeu, que viria a vencer. Um romancista interessado em escrever um Conto de Fadas passado nos cenários do futebol europeu, encontraria o argumento perfeito na história desse triunfo da Dinamarca no Europeu-92. Num tempo em que a frieza das ideias tomava conta da sociedade desportiva, os escribas que assistiram á saga dinamarquesa deram mais corda á Lenda. Alguns anos passados, sabe-se que, afinal, aqueles onze dinamarqueses não estavam bem na praia em férias e foram chamados á ultima da hora para jogar o Europeu. Muitos quiseram logo tirar conclusões sobre os inconvenientes dos longos estágios, mas, na verdade, como muitos jogadores confirmaram nos anos seguintes, aquela Dinamarca estava preparada para jogar o Europeu. “Todos os jogadores tinham de estar contactáveis. A Federação avisara-nos que o mais provável era Jugoslávia ser afastada e nós tínhamos de estar preparados”, revelou Vilfort, anos depois.
Inimaginável, no entanto, seria a posterior conquista do título. Do dinamite do Euro-84 já não restava nenhum jogador. Podia ainda estar Michael Laudrup, mas um desentendimento com o seleccionador Richard Moller Nielsen, levou-o a ficar de fora. Jogou o seu irmão mais novo, Brian, e, num ápice, a renovada Dinamarca fazia a Europa abrir os olhos de espanto. Na frente de ataque um lutador que parecia sempre perto de desmaiar esgotado, Polsven, apoiado por um meio campo mestre em esconder a bola, onde se destacaram Olsen e Vilfort. A tranquilidade da defesa era garantida com a presença entre os postes do morcego gigante Schmeichel, que assombrava com os seus longos lançamentos com a mão, lançando o contra ataque.
Do ponto de vista táctico, esta sensacional Dinamarca, dirigida por Roger Moller Nielsen, seguiu as tendências pouco imaginativas da época e jogou num clássico 4-4-2. A diferença teria de ser feita pela entrega dos jogadores ao jogo. Pela chamada dinâmica da táctica. Num ápice, toda a Europa viu-se atraída pelo estilo solto e alegre do onze dinamarquês, utópica mescla de força e técnica que cativou os amantes do belo futebol.
Lesionado gravemente no primeiro jogo do Europeu de 1984, quando já tinha 32 anos, Simonsen abandonou a partir desse momento os grandes palcos. Graças á grande consideração que Sepp Piontek tinha por ele, jogaria ainda vinte minutos de um encontro do Mundial 86, numa época onde o futebol dinamarquês já tinha eleito outro grande símbolo do seu futebol dinamite: Michael Laudrup, o ilusionista dos passes de mágica, olhava para um lado e metia a bola exactamente para o lado contrário com uma precisão notável. Parecia ter olhos em todo o corpo. Para Cruyff, foi um grande jogador, quando podia ter sido o melhor do mundo na década de 90. Faltou-lhe a capacidade de sofrimento dos génios de rua da América do Sul. Para Platini, com quem jogou na Juventus, Laudrup era o melhor jogador do mundo... nos treinos. A dinastia Laudrup continuaria depois com o seu irmão mais novo. Depois de Michael e do seu pai Finn Laudrup, antiga glória do Rapid Viena, a herança continuou no talento do irmão Brian, mais velocidade, porém, menos classe e imaginação.
Mas o futebol e os seus segredos podem reservar outras surpresas. Como as Ilhas Faroe, território dinamarquês onde a noite mais curta dura cinco horas e o dia mais longo dura 19 horas e meia, que, em 90, no seu primeiro jogo oficial, venceu a Áustria de Polster. O principal impulsionador do futebol nas Faroe, como seu seleccionador, seria, nos últimos tempos, o pequeno herói que é uma lenda na Dinamarca: Alan Simonsen. “O futebol não mudou muito desde os meus tempos de jogador. Ele será talvez um pouco mais rápido, mas foi sobretudo o ambiente que o rodeia que evoluiu. Os sponsors, os medias, a televisão. Em qualquer caso, continuarei sempre apaixonado pelo futebol. Ele é a minha vida”.
SUÉCIA: O BERÇO DO GRANDE FUTEBOL NÓRDICO

Suécia. É o grande berço do futebol escandinavo, país, onde, até aos anos 80, se concentrou a maior expressão competitiva do futebol jogado sob os ventos gélidos a norte da Europa. Ao longo do tempo, o futebol sueco deu ao mundo belas equipas compostas por grandes jogadores. Depois de a história consagrar nos anos 20 e 30, os nomes do avançado centro Joanson e do interior Keller, como as suas grandes figuras do mundial de 38, a Suécia, ao contrário da maioria dos países europeus, manteve o seu ritmo competitivo mesmo durante a segunda guerra mundial, período no qual o seu Campeonato Nacional, o Allsvenskan, continuou a disputar-se sem grandes perturbações Durante esse período ficou sobretudo famoso a escola de Norrkoping, um autêntico viveiro de grandes talentos, entre eles um sensacional trio formado por Nils Liedholm, Gunnar Nordhall e Gunar Gren, responsáveis pela primeira era dourada do futebol sueco que culminou no Mundial de 1958 onde, com uma selecção onde também estavam jogadores como o extremo Kurt Hamrin e o avançado centro Simonsson, só caiu, na final, disputada em seu território, frente ao Brasil de Pelé.
Gren, ocupava o meio campo, sempre em cima da bola. Nordhal, era o homem-golo. Possante, 1, 80 e 95 kg., era um iceberg em movimento, exímio a jogar em cunha entre os centrais. Com um remate portentoso, fez 210 golos em 257 jogos pelo Milan, sagrando-se por cinco vezes o melhor marcador do Scudetto. Liedholm, credenciado regista do meio campo da Suécia, era o cérebro do onze, Fez 359 jogos e 81 golos pelo Milan, ao longo de 12 épocas, de 49 a 61. Era um gentleman do Calcio, fino no trato da bola e com uma capacidade atlética invulgar. Sedutor, casou em Itália com uma Baronesa de Piamonte, passando a partir dessa data, a ser conhecido como Il Barone.
Juntos formam o célebre trio Gre-No-Li que irão marcar uma época no Milan e em todo o futebol italiano dos anos 40 e 50. Serão eles a base do onze que, em 50/51, recupera o Scudetto para o Milan, 44 anos depois do seu ultimo titulo, em 1907. Foi um duelo épico com o grande rival Inter, que terminou a apenas um ponto. Ambas as equipas eram uma fábrica de golos: 107 cada uma em todo o Campeonato! No Milan, Nordhal, 34 golos, Burini, Annovazzi e Liedholm, lançavam o pânico entre as defesas do Calcio.
Após esta geração, a Suécia viveu, nos anos 60, um período de transição, embora continuasse sempre a produzir grandes jogadores, como Persson e Magnusson. O regresso ao topo só se daria por meados dos anos 70, como nomes como o de Ralf Edstroem, Tommy Andersso e o guarda redes Hellstroem, pese embora sem o mesmo fulgor competitivo do passado.

Após o eclipse dos anos 80, a Suécia soube entender que o futebol mudara. Reestruturou-se, e com uma renovadora elegância viking, agora mais técnica, embora conservasse sempre os mesmo poder atlétoco-muscular, resgatou o seu lugar ao sol. Durante esse período de renovação, a selecção esteve quase como congelada, tendo o movimento de mudança parido sobretudo dos clubes, no seio dos quais mas surgiu um jovem técnico, com um óculos grandes e ar de professor de Matemática, arquitecto do IFK Goteborg, como uma grande equipa europeia, honrando o nome do principal clube da historicamente mais emblemática cidade sueca a nível de futebol. O treinador era Sven Goran Ericksson. A nível de clubes, porém, o futebol nórdico nunca fora historicamente temível. Nos últimos anos, o Rosenbrog e o Brondby conquistaram respeito internacional, mas a grande equipa da sua história é ainda o Malmoe, equipa da cidade portuária do Sul da Suécia onde o futebol sueco começou a sua história no inicio do século, situa-se a meia hora de barco da costa dinamarquesa, e onde, desde sempre, se concentrou o verdadeiro poder do futebol sueco,
Inspirado na selecção que esteve nos Mundiais de 74 e 78, o Malmoe atingiria, em 78/79, sob a orientação do treinador inglês ,a final da Taça dos Campeões, onde seria derrotado pelo Nottingham Forest por 1-0.
Os anos 90 consagrariam por fim, a nível de selecção, a nova geração sueca, dirigida agora por um educado e calmo treinador chamado Tommy Svensson, que partindo do tentacular guarda-redes Thomas Ravelli, construiu uma atraente equipa onde brilhavam Brollin, Dahlin, Schwartz, Thern, Andersson, entre outros, mentores do brilhante terceiro lugar no Mundial dos EUA em 1994.
Apesar destes feitos, o trio Gre-No-Li continua vivo no coração do futebol sueco como símbolo da sua época mais bela e empolgante. No presente, Nills Liedhlom, campeão pela Roma em 82/83 com um revolucionário sistema de marcação á zona, tornou-se, como treinador, uma referência para muitos teóricos tácticos, conquistando o respeito do futebol italiano onde fez carreira. Quando hoje lhe falam sobre o 3-4-3 que no presente é apresentado como o grande sistema do futebol moderno, o velho lobo sueco encolhe os ombros: “Não é uma novidade revolucionária, porque no futebol já não é possível inventar mais nada. Reparem que até Sachhi apenas refinou o que faziam Viani ou Rocco. O 3-4-3 já era utilizado por nós nos anos 50. Só que nesse tempo não se falava de estratégias. E, mesmo hoje, era melhor discutir mais os homens que os modelos”.
ISLÂNDIA E OS ESTILOS DAS TERRAS DO GELO

Quando, em Setembro de 1999, a selecção gaulesa de Zidane desembarcou na Islândia, uma ilha no Atlântico Norte, para disputar o primeiro jogo rumo ao Europeu 2000, muitos franceses ainda imaginavam o futebol islandês jogado junto à praia, sob ventos gélidos, de gorro e cachecol, perto duma pequena casita de pescadores.
E, de facto, durante os 50km que separam o aeroporto de Keflavik da capital Reykjavik, local do jogo, a paisagem que recebe quem visita aquele tranquilo país do Norte da Europa, abraçado por vulcões e glaciares, com rochas perdidas por entre campos de lava, convida a essa visão imaginária.
Com efeito, durante muito tempo essa imagem não andou longe da real. Como noutros países, o futebol chegou pelo mar ao Norte da Europa, através de imigrantes ou marinheiros britânicos. Apesar de o ter feito já no século passado, até há pouco o “futebol polar” nunca entrara na elite futebolística.
No dia do jogo, o olhar dos 265 mil habitantes da “Terra do Gelo” estavam presos ao Estádio Nacional. Tal como no séc. IX navegadores escandinavos descobriram o território, o mundo do futebol iria ver a nova imagem do futebol islandês. Um estilo que basicamente reflecte o de todas as outras selecções da Europa do Norte: forte fisicamente, de influência britânica, jogado sobretudo com a bola no ar. O jogo findou empatado (1-1), e ninguém questionou a sua justiça.
Hoje, o futebol norte-europeu – Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia – é respeitado no mundo. Edvaldsson, antigo capitão da Islândia nos anos 80, pode viajar tranquilo: «Quando ia ao estrangeiro e dizia que era islandês, as pessoas tomavam-me por um esquimó e pensavam que vivia num iglô!». Na base do êxito escandinavo está, porém, algo mais que a imagem caricata dada por parte da imprensa francesa, insinuando que o seu jogo assentava em três formas de fazer sofrer o adversário: 1.ª “taclke” por trás, 2.ª agarrar a camisola, 3.ª cotovelada no nariz. Tudo em 90 minutos onde é proibido rir!
Muitos ainda recordam a frase de Pedroto após um Benfica-FC Porto jogado em 82, criticando o jogo da equipa de Erickson que, no seu entender, se limitara «a despejar bolas na área para um rapaz alto, loiro e um pouco tosco que por lá andava». O tal rapaz era Manniche, dinamarquês de nascimento, decorador de interiores no seu país, mas que, após tantos anos, ainda hoje é recordado na Luz com saudade. O seu futebol não tinha fintas nem bonitos, apenas conhecia a palavra eficácia, mas, ao ser jogado com grande rigor competitivo e forte poder físico, tornou-se temível aos olhos de todos os adversários. Hoje todas as equipas suspiram por ter um jogador daquele tipo na sua frente de ataque. No fundo, a estória de Manniche é como uma parábola no livro do futebol nórdico. O segredo nórdico é, sem dúvida, o seu poder físico, que compensa o menor valor técnico e a ausência de grandes esquemas tácticos. Pouco atractivo, mas terrivelmente eficaz.
A grande paixão dos nórdicos é, porém, o hóquei, o ski e outros desportos de Inverno. Ao invés do resto do mundo, nestas gélidas regiões o futebol é um desporto de Verão. Os rigorosos invernos duram de Novembro a Abril, seis meses em que a vida se torna branca, emoldurada pela beleza gélida da neve. Com os primeiros pálidos raios de sol, a temperatura aproxima-se dos 10 graus, e o futebol volta a pisar os duros relvados, esfregando o nariz vermelho e dando os primeiros passos de uma época que irá até Setembro. Apenas seis meses por ano de competição não permitem grandes aspirações aos seus clubes e selecções.
Na Finlândia, muitos jogos são disputados após uma bela noite de sol. É o sol da meia-noite do país dos “mil lagos”, apaixonante fenómeno meteorológico que nos faz perder a noção do tempo. Inspirado no talento de Litmanen, jogador do Ajax, a Finlândia conseguiu incutir fantasia no seu jogo, o que, num processo de profissionalização estrutural semelhante ao da Dinamarca e da Noruega, pode elevar o “futebol Suomi” a um nível nunca sonhado. A primeira década do séc. XXI será a da Finlândia.
No Mundial de França em 1998, ficou a pitoresca ideia de que, se o futebol fosse jogado só pelo ar, a monolítica Noruega, com 1,85m de altura média, seria campeã do mundo: «Sem bola, nós somos a melhor equipa do Mundo!», afirma, convicto e divertido, Egil Olsen, o técnico que revolucionou todo o futebol norueguês de quem se recorda a faceta Maio de 68 que continua a marcar a sua personalidade marxista-leninista. É um fundamentalista das estatísticas. Passa horas a organizar “dossiers” sobre a equipa, jogos e adversários. Na sua preparação atlética, a Noruega, como toda a escola nórdica, privilegia o treino individual como melhor forma de o onze atingir um elevado índice físico. É que cada jogador é um jogador, diferente orgânica e tecnicamente, necessitando, por isso, de tratamento personalizado. Embora sendo descrita como um icebergue em forma de equipa de futebol, a Noruega, que segundo os analistas pratica hoje o melhor futebol inglês do mundo no sentido tradicional do conceito, tornou-se, nos últimos anos, no principal país exportador de jogadores para Inglaterra onde jogam, em todas as divisões, mais de uma centena de noruegueses, entre eles o ponta-de-lança “Boieng 747” Flo, que durante várias épocas triunfou no combativo e aéreo futebol inglês, no Chelsea.
No Norte da Europa, o futebol sempre foi um desporto “filho de um gelo menor”. Hoje, porém, com as proezas internacionais das suas estrelas, sente-se que o gelo está a ser quebrado. Um icebergue parado ou em movimento é sempre perigoso…