O Colónia «português»
Seguindo as renovadas equipas alemãs no interior profundo da Bundesliga, é engraçado detectar o meio-campo do Colónia e descobrir uma velha dupla nossa conhecida: Petit-Maniche. Sabemos bem o que jogam (ou jogavam) mas o tempo passa depressa.
Por isso, durante os dois jogos já feitos (contra Dortmund e Wolfsburg) a ideia que ficava é que muito dificilmente a equipa pode sobreviver num nível competitivo alto, jogando em 4x3x3 (ver quadro ao lado), com o sector entregue à dupla portuguesa como interiores subidos de um triangulo intermediário que tem em Pezzoni (promessa de 20 anos) o elemento mais recuado, apesar de Petit também recuar para ajudar, mas já sem a disponibilidade física box-to-box de outrora.
O onze tem a intenção de atacar sempre pelos flancos. Por isso, joga com os alas muito abertos. Quase extremos puros que, em geral, ficam distantes dos médios interiores, pelo que as linhas de passe que surgem são quase sempre longas, e, por isso, de maior dificuldade de execução.
Em Dortmund, jogaram Sanou-Chihi. Contra o Wolfsburg, Ehret-Freis. No centro do ataque, o regresso de Podolski, um jogador que embora mantenha os traços gerais do seu jogo, procurando constantemente desmarcações para lhe meterem a bola nos espaços vazios, parece algo triste. Estado de espírito normal, dirão, depois de falhar a aventura, ao mais alto nível, em Munique.