1. Posse = provocação com bola 2. Benfica: a "posse rápida" 3. O momento decisivo

Ou seja, ao contrário de Villas Boas, o estilo-Jesus leva a equipa a passar a maior parte de tempo do jogo na vertigem das transições (defensivas e, sobretudo, ofensivas), momentos (alternados) mais constantes num jogo do Benfica do que no FC Porto (no qual predominam os de organização). Não só por ser uma equipa estruturalmente mais lenta nos seus processos do que o Benfica, mais veloz, mas sobretudo, pelas diferentes filosofias de jogo adoptadas. Equipa de transição? Diria mais de posse rápida.

3. O momento decisivo
Com o campeonato resolvido, surge sempre a pergunta de qual o momento decisivo da época. Já vi que é inglório tentar fazer perceber que decisivo é definir, desde o início e manter durante a época, o correcto processo de construção/solidificação do nosso modelo de jogo (seus princípios, encaixe das características dos jogadores neles e definição das estruturas/sistemas, preferencial e variantes). O tal momento decisivo (que se quer ligar a um ou outro jogo) só é possível como consequência desses jogar bem construído.
Por isso penso que o momento decisivo deste campeonato foi a pré-época do Benfica e a forma desequilibrada (táctica e emocionalmente) como o seu jogar entrou no campeonato. A contrário senso, a ideia/processo de construção do FC Porto. Apesar da imagem de velocidade ofensiva, as equipas de Jesus sempre tiveram como grande primado a superior cultura de organização defensiva. Olhando as últimas épocas, esta será aquela em que se nota ser mais fácil criar oportunidades de golo a uma equipa sua. Vou buscar essa razão à origem.