O Bayern Munique de Magath

17 de Dezembro de 2005
Com processos simples de transição defesa-ataque, privilegiando o jogo a um-dois toques, abrindo nas alas um jogo de triangulações em progressão, o onze de Magath continua fiel ao seu estilo arrogante de cavalgar sobre o meio-campo adversário. Um estilo que se espelha nos três sectores.
Velho imperador germânico, o Bayern Munique continua a dominar a Bundesliga. Finda a primeira volta, segue no comando com seis pontos de avanço sobre o segundo, o Hamburgo. Ao mesmo tempo, sonha reconquistar a Champions. Emocionalmente muito forte, com processos simples de transição defesa-ataque, privilegiando o jogo a um-dois toques, abrindo nas alas um jogo de triangulações em progressão, o onze de Magath continua fiel ao seu estilo arrogante de cavalgar sobre o meio-campo adversário. Um estilo que se espelha nos três sectores. Na defesa, impõe-se uma forte dupla de centrais, Lúcio-Ismael, sem grande jogo de cintura face a bolas rápidas rente à relva, mas implacável nas marcações e a sair a jogar no início da transição, apoiado nas alas por Sagnol e Lahm, dois laterais com grande cultura táctica nas compensações defesa-ataque. Como trinco, Demichelis é a âncora da equipa. Agressivo e tecnicamente dotado para executar o primeiro passe para servir a segunda linha do meio campo, onde, no rombo ofensivo do 4x4x2 em losango só com um médio defensivo, se solta Ballack, agora em missões mais ofensivas. Nas faixas, Zé Roberto é a gazua da faixa esquerda. Encara os defesas, dribla, rasga na área e faz assistências mortais, enquanto à direita, Deisler regressou à boa forma após uma longa crise existencial. Controlando o ritmo de jogo, o meio campo concilia jogadores robustos na recuperação como Schweinsteiger, com um criativo iraniano que faz a diferença com a bola nos pés: Karimi. Costuma jogar descaído sobre a direita. Está cada vez mais adaptado ao jogo europeu e isso nota-se na categoria do seu futebol, com grande visão de jogo ofensiva, organizando o passe em progressão ou entrando desde trás para criar desequilíbrios nas imediações da área adversária, onde mora uma dupla de pontas de lança muito móvel, impossível de ser marcada em cima: Makaay, mais solto, e Pizarro, mais de área. Na baliza, permanece o iceberg Kahn, o último moicano de um onze que joga sempre de sobrolho carregado.

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