O «toque» do Swansea. Uma bela ideia de jogo apoiado. E, com esse estilo, tentar chegar à Premier League.
Este sábado, vi jogar o Swansea de Paulo Sousa. O desafio era contra o líder Newcastle. O jogo confirmou a base dos bons resultados. No estilo, tem uma filosofia continental. Isto é, foge ao jogo directo britânico e procura jogar apoiado, em posse, na construção e na gestão do jogo. Preenche muito bem o relvado, sobretudo em largura, neste jogo num 4x2x3x1 compacto (ver quadro em baixo) embora noutros jogue só com um pivot (o ausente Buttler). Tem um médio ofensivo/segundo avançado de passada larga e objectivo entre-linhas, Pratley. O maior problema estará no ponta-de-lança. Pode ser o espanhol Pintado (31 anos, ex-Granada) ou o finlandês Kuqi (33, ex-Koblenz). A intenção é que sejam capazes de chocar com os centrais adversários, segurar a bola e permitir a aproximação das linhas médias. Kuqi fará melhor isso, mas nenhum deles é um craque, pelo que, vendo o jogo (e a forma como perdia a bola tão facilmente) pensava se não sentia melhor antes um 9 mais móvel, capaz de baixar um pouco, tocar e desmarcar-se. É difícil, porém, passar esta ideia no futebol inglês. Porque mal se pensa isso, olha-se para os gigantes centrais adversários de sobrolho carregado e…afinal, é melhor não. Apesar desta questão especifica, o Swansea tem o mais importante: uma bela ideia de jogo apoiado. E, com esse estilo, tentar chegar à Premier League.

