Inesperadamente, do mais profundo sentir das ilhas britânicas, eis que surge uma atraente novidade para a Europa da bola: o País de Gales de Mark Hughes. Longe vai o ano de 1958, data em que, pela primeira e única vez na história, a selecção galesa foi a um Mundial. Dessa equipa ficaram imortalizados os nomes de Hopkins, Allchurch e do gigante John Charles. Só seriam batidos pelo Brasil de Pelé, nos quartos-final. 45 anos depois, uma nova geração sonha recolocar o futebol galês na elite do mapa mundi futebolístico. Uma ambição que cresceu após a vitória sobre a Itália no apuramento para o Euro-2004. Mais do que um caso, essa vitória espelha a nova realidade da selecção galesa onde moram várias figuras a destacar, quase todas a jogar na Liga inglesa.
Tacticamente, o sistema utilizado é o clássico 4x4x2 com extremos, á imagem do velho estilo brutânico, veloz, aguerrido e com muitas bolas metidas em profundidade, explorando a velocidade das suas setas ofensivas: Giggs, do Manchester United, sobre a esquerda, e Bellamy, do Newcastle, sobre a direita e flectindo muitas vezes no terreno, buscando apoio no possante ponta de lança Hartson, do Celtic, um panzer que anos atrás passou sem sucesso pelo Arsenal. No meio campo, emerge a garra de Savage, do Birmingham, um jogador de grande carácter, daqueles que deixa a pele em campo, num sector onde também estão o ala-direito Davies, do Tottenham, e o experiente Speed, do Newcastle, 33 anos, sempre no caminho da bola. Na defesa, sem grandes requintes técnicos, sempre disposta a lutar por todas as bolas divididas, passeia a combatividade de Melville, do Fulham, Delaney, do Aston Vila, lateral-direito, Gabbidon, Pembridge, do Everton, ex-jogador do Benfica de sounesse e, entre outros, Gabbidon, do Cardiff, um dos poucos jogadores ainda a jogar em Gales. No banco, Hughes, uma lenda do futebol galês que fez carreira no Manbchester United, Bayern Munique e Barcelona, é o homem indicado para lhes indicar o caminho até aos grandes palcos do futebol europeu.