Entre os treinadores emergentes, ditos da nova vaga, que despontaram esta época, há um nome que convêm apontar, analisar e seguir nos próximos tempos. Chama-se Quique Sánchez Flores, 40 anos, antigo lateral direito do Real Madrid e do Valência.
Após começar a treinar as camadas jovens do Real, despontou, na sua temporada de estreia na I Divisão espanhola, no banco do modesto Getafe, que também fazia, ao mesmo tempo a sua primeira época entre os grandes do futebol espanhol.
Dos juniores para a Liga das estrelas, Quique, antes mais falado pelos seus artigos de opinião estilo-valdano, provou que tem bases (entenda-se sólidos conhecimentos futebolísticos, tácticos e humanos) para construir uma carreira de futuro.
É, em tese e por natureza, um defensor do bom futebol, entendido na sua vertente técnica de jogo apoiado, renuncia posturas defensivistas e aposta nas bandas e na criatividade com ordem para dar cor ao futebol ofensivo, fonte de inspiração base.
O seu Getafe 2004/05, actualmente a meio da tabela da Liga espanhola, com a permanência facilmente garantida, é o espelho fiel da filosofia de Quique.
Uma equipa interessante onde se destacam vários nomes, embora nenhum sem rótulo de grande estrela. Tacticamente, partiu com dois sistemas-base, o 4x2x3x1 e o 4x4x2 mais clássico. A lesão de um jogador-chave, o possante avançado Pachón, levou Quique a optar, nesta fase final da época, por uma terceira via táctica, o 3x4x1x2, de forma a adicionar mais um elemento no ataque, que, assim, recuperou a sua força. Em qualquer sistema, o onze revela grande personalidade e nunca sente a pressão do resultado.