O jogador símbolo do período dourado do PSG, na primeira metade dos anos 90. Chegou ao clube em 1993 e foi um caso de amor á primeira vista que hoje recorda: Desde miúdo que ouvia falar no estatuto particular do jogador brasileiro em todo o mundo, mas para o constatar foi necessário sair do país. Foi em França, num dos primeiro treinos do PSG.
Como? Num simples exercício que consistia em correr com a bola dominada, por entre uma série de cones, trocando a bola de pé para pé ao primeiro toque. Mal o comecei fazer, sem falhas, os meus colegas exclamaram: Mais, c`est le Brésil!”
Fiquei surpreendido, porque em nossa casa, aquele feito é normal, todos o fazem. Mas, naquele momento, tive em conta que ali era diferente e que tendo esse estatuto particular, tinha de a obrigação de estar sempre á sua altura. Assim foi.
Durante as 5 épocas que permaneceu no PSG, Raí fez, no campeonato, 147 jogos e apontou 51 golos, enquanto que na UEFA, fez 33 jogos e marcou por 11 vezes. Com um perfil elegante, sem paralelo no futebol brasileiro, lembrando os toques de calcanhar do seu irmão, Sócrates, estrela dos 80, conquistou o Parque dos Príncipes e provou aos cépticos intelectuais parisienses que também o futebol é uma forma de arte
CARREIRA:
Botafogo/SP, 1985 a 87.
Ponte Preta, 1987.
Sao Paulo, 1987 a 1993.
Paris St. Germain/FRA, 1993 a 1998.
Sao Paulo, 1998 a 2000.
TITULOS:
Campão Panamericano (Brasil), 1987.
3 vezes Campeão Paulista com o São Paulo, 1989, 91 e 92.
Campeão Brasileiro com o Sao Paulo, 1991
2 Copa Libertadores (Sao Paulo, 1992 e 93).
1 Taça Intercontinenta (Sao Paulo, 1993).
Campeão do Mundo BRASIL - 1994.
49 vezes internacional, 15 golos.
PSG: 202 jogos, 71 golos
Campeão francês com o Paris Saint Germain, 1994/95
2 Taça de França, 1995 e 1997.
2 Taças da Liga francesa, 1996 e 1998.
Campeão Paulista com o São Paulo, 1998.