SAINT - ÉTIENNE: O MARAVILHOSO MUNDO DE "LES VERTS"

4 de Dezembro de 2000
ASSOCIATION SPORTIVE DE SAINT-ÉTIENNE LOIRE

O MARAVILHOSO MUNDO DE LES VERTS, o clube que despertou, nos anos 70, o ego adormecido do futebol gaulês, com jogadores empolgantes, como Piazza, Lopez, Janvion, Larqué, Bethenay, os irãos Revelli, Rocheteau, Rep, Zimako, Keita e, claro, Michel Platini, mentores em campo de um projecto ambicioso montado, nos gabinetes, por presidentes carismáticos, de Pierre Guichard a Roger Rocher, e, nos relvados, por astutos treinadors como Batteux, Snella e o mitíco Roger Herbin, o homem da enorme cabeleira ruiva.

Fundado em 29 de Março de 1920
Onde joga: Estádio Geoffry Guichard
Campeão Francês: 1957, 1964, 1967, 1968, 1969, 1970, 1974, 1975, 1976, 1981
Taça de França: 1962, 1968, 1970, 1974, 1975, 1977
As nuvens de fumo escuro, saídas das longas chaminés, imponentes nos telhados das velhas fábricas que cobrem grande parte da pequena cidade industrial de Saint-Etienne, famosa pelo seu carvão, filtram os raios de sol, subitamente ténues perante a sombria atmosfera encontrada. Os antigos chamam-lhe a cidade negra. Construída no centro de França, viveu sempre longe do esplendor de Paris e das luminosas praias do Sul. Neste cenário, o único meio de se tornar famosa, só poderia ser através do futebol. Foi ele que, revolucionário, transformou, no final dos anos 60, a cidade negra em cidade verde, as cores da sua Association Sportive de Saint-étienne Loire, fundada em 1933 com a exclusiva intenção da prática do futebol profissional e consequente participação no campeonato francês da categoria. A génese do clube estava, no entanto, há alguns anos atrás, em 1920, quando uma das mais influentes e abastadas famílias da cidade, a família Guichard, decidira criar um associação desportiva destinada incentivar a prática do desporto por parte dos funcionários da sua empresa de distribuição Casino. Assim nasceu, por iniciativa do velho patriarca Goeffroy Guichard, a Assocition Sportive do Casino. Nos anos seguintes, o grande impulsionador do projecto seria, no entanto, o seu filho Pierre, que em 1927 fundiu a associação com a L`Amical, dando origem á Association Stéphanoise. É nessa altura que são escolhidas as cores verde e branca, as mesmas do logotipo da sociedade Casino, para as camisolas do clube, que se dedicava á prática do futebol, rugby e atletismo. O velho pai Guichard sempre vira com entusiasmo as iniciativas do filho e, em 1930, oferece á Association, por um simbólico franco, o terreno onde se irá erguer o campo de jogos do clube, que, remodelado, chega aos nossos dias com o nome de Geoffroy Guichard, em homenagem ao seu lendário fundador. Em 1933, como o advento do profissionalismo, é então criado o ASSE, o Saint-Etienne do presente, que, no inicio, começou por disputar a II ª Divisão, tendo, naturalmente, como seu primeiro presidente, o dinâmico Pierre Guichard. Os primeiros anos do ASSE, foram de adaptação ás exigências do profissionalismo. Piere Guichard quer, no entanto, subir o mais cedo possível á Premiere Division e assim contrata o internacional Beck e a vedeta austríaca Tax . Serão eles, os motores do onze que em 1938, nas vésperas da segunda grande guerra, conquistam a subida, colocando St. Etienne entre a elite do futebol francês

O DESTINO VERDE

A história do Saint-Etienne foi escrita, em períodos distintos, por dois grandes Presidentes. Um, Pierre Guichard, fundou o clube e ergeu-lhe as bases com que iria crescer no futuro. O outro, Roger Rocher, deu-lhe fama e títulos. Guichard foi o presidente activo do clube em três ciclos distintos: de 1927 a 1943, de 1950 a 1952 e de 1959 a 1961. Sempre que, em momentos difíceis, o clube precisava dele, dizia presente. Rocher Roche, por sua vez, assumiu a presidência, da mão de Guichard, em 1961, permanecendo no cargo até 1982. A primeira grande conquista dos verdes sucederia, porém, no reinado de Pierre Faurand, que ocupa a cadeira da presidência durante 7 anos, entre 1952 e 1959. Apostando em jovens talentos como Eugéne N`Jo Léa e Rachid Mekloufi, a dupla atacante, o St.Etienne forma uma equipa ambiciosa, equilibrada com a experiência do extremo Kees Rijvers e do guarda redes Abbes. Orientada pelo antigo médio centro Jean Snella, a equipa pratica um futebol rotulado de adulto que a coloca na luta pelo titulo. Após terminar, em 55/56, a escassos dois pontos do líder Nice, a consagração surge em 56/57, quando guiada pelo faro goleador de N`Jo Léa e Mekloufi, autores de 54 dos 88 golos apontados pelo equipa, o St-Etienne conquista, pela primeira vez, o titulo de Campeão de França da sua história. Por esse tempo, já evolui na equipa de juniores, um garçon chamado Robert Herbin, que, anos depois, iria tornar-se o líder espiritual de uma geração fantástica. Roger Rocher, jovem empreiteiro, já é um homem influente no seio da direcção, Pierre Guichard, regressado após a queda do clube na IIª Divisão em 61, vê nele o seu sucessor ideal e coloca-o na vice-presidência. É ele que remodela o arcaico estádio e constrói bancadas atrás das balizas, para albergar os cerca de 32 mil espectadores que em média assistem aos jogos do onze verde. Antigo presidente do Olympique, Rocher conhece bem mundo do futebol. Sob o seu impulso o ASSE irá passar a dominar o futebol francês e tornar-se conhecido e respeitado em toda a Europa. Tudo começa a 17 de Abril de 1961, data em que, cansado de tantas lutas, Guichard lhe cede o cadeirão da Presidência...

OS GOLOS DE REVELLI E OS ENSINAMENTOS DE SNELLA E BATTEUX

A lenda dos Les Verts inicia-se no inicio da década de 60, quando após conquistar o titulo de 64, o técnico Jean Snella, começa a lançar jovens promessas como Hervé Revelli, Camérin, Jacquet, Bereta e Mitoraj. No meio campo, com tendência ofensiva está o dinâmico ruivo Herbin, e o organizador de jogo Jean Michel Larqué. É uma equipa atraente que cativa os adeptos da Velha Gália. Um estilo sedutor e eficaz que abala o tranquilo status quo do futebol francês e está na base da conquista de quatro campeonatos consecutivos, 67, 68, 69 e 70. Como grande ideólogo desta equipa, está o treinador Jean Snella, campeão em 57, 64 e 67, onde desponta o talento goleador de Revelli, com 31 golos, numa saison onde ficam na memória as magnificas exibições de mestre Rachid Mekloufi, eleito o melhor jogador do Championatt. Snella chegara ao St. Etienne em 1948 iniciando aí uma intensa relação com o clube. Foi ele quem moldou os seus famosos centros de formação. Quando decide sair, o homem escolhido para o suceder, é o mítico Albert Batteux, o técnico que fizera o grande Stade Reims e a selecção francesa dos anos 50. Quando chega a Geoffry Guichard encontra um conjunto quase perfeito. Apenas exige a contratação do guarda redes Carnus e o onze parece andar sozinho. A época transforma-se um passeio triunfal, terminado com conquista do titulo nacional com 11 pontos de avanço do segundo, o Nice. Na época seguinte, surge o gigante Keita, que irá formar uma temida dupla de ataque com Revelli, ao lado do pequeno irmão Patrick, autor de 216 golos com a camisola dos verts.
No final do século, os treinadores franceses são hoje donos de enorme respeito em todo o mundo. Entre eles, o técnico campeão do mundo Aimé Jacquet que também passou pelo St. Etienne, mas nunca pelo banco. A sua marca ficou antes no relvado, onde entre 1964 e 1970, fez parte da equipa que conquistou 5 Campeonatos e 3 Taças de França. Alinhando na frente da defesa, rezam os registos que era um trinco lutador, um incansável recuperador de bolas. Tacticamente, já tinha a disciplina que mais tarde passou a exigir aos seus jogadores de forma quase religiosa. Apesar das vitórias alcançadas, o record de títulos como o Saint-Etienne, pertence, no entanto, a Jean Michel Larqué e Hervé Ravelli, que entre 67 e 76, arrecadaram 7 faixas de campeão francês.

LE SPHINX: O HOMEM DA ENORME CABELEIRA RUIVA

Em 71/72, Albert Batteux decide colocar ponto final na sua aventura stephanoise. Antes de partir no entanto, indica o seu sucessor: Roger Herbin, até há pouco jogador. Quando pronuncia pela primeira vez o nome do homem da enorme cabeleira ruiva, muitos nem querem acreditar. Roger Rocher decide, no entanto, seguir o conselho de Batteux e aposta em Herbin. Poucos já se lembravam do ano de 1958, quando com apenas 18 anos, o garçon Herbin, chegado há pouco do Cavignal de Nice, ao sol da Côte d`Azur, entrara na primeira equipa do St-Etienne, tornando-se, em pouco tempo, um elemento indispensável, como central ou médio. Entre jogador e treinador, conquistaria para o St. Etienne, 8 títulos de campeão francês e outras tantas Taça de França. Ficou conhecido como Le Sphinx, tal era a forma impassível como vivia os jogos no banco. Na sombra, está o caça-talentos, Pierre Garonnare. Foi ele quem descobriu, em Charente-Marítime, o avançado centro Rocheteau, o grande símbolo de uma talentosa geração, onde também despontaram, provenientes dos centros de formação, Repellini, Lopez, Janvion, Merchadier, Bathenay, Santini, Sarramagna, e os irmãos Revelli. Ao mesmo tempo, astuto observador, contrata dois estrangeiros de grande nível, sem gastar muito dinheiro: o guarda redes jugoslavo Curkovic, que nos anos 80 se tornaria presidente do Partizan, e o central de marcação argentino, Osvaldo Piazza, que se iria tornar num defesa de referência em todo o futebol francês..
O Gigante verde volta a caminhar nos relvados gauleses, e em 74, 75 e 76, conquista, de novo, por três vezes consecutivas, o titulo de campeão francês. Apesar de contar com jogadores talentosos, esta famosa equipa dos anos 70, não era um onze de estrelas. Para além do duo estrangeiro, todos os outros jogadores nasceram no centro de formação do Saint-Etienne, ao qual haviam chegado com apenas 15 ou 16 anos. Na defesa, chefiada por Piazza, estavam os activos Lopez, Janvion e Repellini. A meio campo, brilhava a elegante visão de jogo de Larqué e Bathenay. Na frente, junto a Rocheteau e os irmãos Revelli, também moravam Triantafilos e Synaefghel. Uma casta da qual Herbin foi o seu pai espiritual. Conservou sempre os ensinamentos e Snella e Batteux, mas, apesar de receber elogios de todos os sectores do futebol gaulês, nunca se considerou um grande treinador: Uma equipa não é mais do que uma grande família. O entendimento do treinador com os jogadores não é necessário. O essencial é cada um assumir as suas responsabilidades. Depois de abandonar Les Verts, em 1982, ainda treinou o Lyon, Strasbourg, Red Star, por entre uns tempos na Arábia Saudita, no Al Nassr. Em 1997, regressou á sua casa verde, tornado-se director desportivo do Saint-Etienne.

LES VERTS NA EUROPA

Quem nunca sentiu a atmosfera do Estádio Geoffroy Guichard numa noite de competições europeias, não pode dizer que sabe plenamente o que é o autêntico calor e apoio do público em comunhão com a sua equipa. Até meados dos anos 70, o futebol francês vivia longe do nível competitivo das grandes nações europeias. Os seus clubes, findo o mito do Stade Reims nos anos 50, nunca resistiam aos colossos da Alemanha ou Inglaterra. Com o St. Etienne de Herbin tudo mudou. Finalmente, a França tinha uma equipa capaz de lutar pela conquista da Europa. A epopeia europeia de Les Verts, nos anos 70, começou em Alvalade, no ano de 1974, quando após vencer em França por 2-0, soube controlar o jogo da segunda mão, em Lisboa, e, empatando 1-1, eliminou o Sporting. Praticando um futebol de expressão latina, de toque curto e apoiado, o St. Etienne foi até á meia-final, onde caiu frente ao Bayern de Munique de Beckenbauer, 0-0 e 0-2. A grande época europeia surgiria em 75/76, quando depois de eliminar o KB Copenhague, Glasgow Rangers, nunca antes uma equipa francesa vencera em casa de um clube britânico, Dinamo Kiev e PSV Eindhoven, o onze de Herbin chega á final da Taça dos Campeões Europeus. Do outro lado, no Hampden Park de Glasgow está, de novo, o poderoso Bayern de Munique. Em vésperas do grande jogo, porém, acontece o impensável: Rocheteau, o goleador revelação, lesiona-se e não consegue recuperar a tempo. Mesmo assim, Herbin opta por o convocar, colocando-o no banco. Destemidos, os franceses fazem sofrer o império do futebol força e enviam duas bolas aos postes da baliza de Maier. Aos 57 minutos porém, um livre apontado por Roth coloca os alemães em vantagem, 1-0. Até ao final, Les Verts buscam o empate. Aos 82 minutos, Herbin lança Rocheteau, mas o anjo verde não consegue virar o jogo. A derrota não ofuscaria em nada o brilho daquele sedutor onze, que dias depois seria recebido em apoteose nos Champs-Élysées. Toda a França se revira naquela equipa.

ROCHETEAU: O Anjo Verde

Chamavam-lhe o Anjo verde de cabelos longos. Era um avançado centro explosivo, que gostava de entrar em corrida, com ou sem bola, na área adversária. Com os seus dribles em velocidade levava o público de Geoffroy-Guichard, á loucura. Deu os primeiros pontapés na bola no modesto Saintes. Apesar de lançar o pânico nas defesas adversárias, era um garçon introvertido que amava o futebol. Com 20 anos, estreou-se na selecção francesa, da qual seria quase sempre titular durante muitos anos. Foi internacional 49 vezes, marcando 15 golos, vivendo com Les Blues, os soberbos anos- Platini, já na década de 80. Jogou no St.Etienne, onde entrara com apenas 17 anos, durante dez épocas, entre 1970 e 1980, altura em que se transferiu para o PSG. Depois de abandonar os relvados, tornou-se empresário de jogadores, actividade que abandonou por considerar que bons sentimentos não fazem bons negócios. Tentou depois uma incursão no cinema como actor num filme de Gerard Depardieu e montou uma escolinha de futebol.

KEITA: A estrela do Mali

Quando em Setembro de 1967 aterrou, vindo de Bamako, no aeroporto de Orly, não tinha ninguém a esperá-lo. Com apenas 21 anos, ganhou coragem e apanhou um taxi até St-Etienne, cujos dirigentes deveriam ter estado á sua espera. Keita, no entanto chegara dois dias mais cedo do combinado. A viajem foi longa e custosa, mas quando começou a tocar a bola na relva do Geoffroy-Guichard todos ficaram convencidos do seu valor, expresso num estilo gingão, ás vezes demasiado individualista, mas sempre capaz de rasgos assombrosos. Em 1968, foi eleito o melhor estrangeiro do futebol francês. Devido á sua soupless futebolística ficou conhecido como Domingo. Entre 1968 e 1972, marcou 113 golos, sendo 42 deles na época 70/71. Na fase final da sua careira passaria pelo Sporting, pouco antes de regressar ao seu Mali, onde se tornou ministro dos desportos.

PLATINI E O SACO AZUL DE ROGER ROCHER

O final dos anos 70 e inicio dos 80, marcou o último fôlego verde, liderado por uma jovem promessa chamada Michel Platini, que chegara ao clube em 79 vindo do Nancy. Com Herbin aprendeu a dureza do profissionalismo que obriga a todos os dias, treinar como se estivesse a jogar uma grande final Durante o tempo que permaneceu no St.Ettiene – três épocas – o Astérix da bola marcou 58 golos, realizou grandes exibições e foi o maestro de um conjunto que contando com figuras como Rocheteau, Battiston, Larios, Zimako e o holandês Rep, conquistou em 1981, o último titulo da história do gigante verde. Apesar de não voltar a pisar uma final europeia, o St. Etienne continuou a dar cartas na UEFA. Neste período o seu grande momento sucederia numa eliminatória com o Hamburgo, futuro campeão europeu, goleado em pleno Volkparkstadium por 5-0 pelos Les Verts, num noite mágica de Platini. Para além disso assistira-se a uma lição táctica dada por Herbin, que sabendo da influência do lateral direito Kaltz no jogo dos alemães, colocou o avançado Rep sempre no seu caminho, tapando-lhe o corredor, enquanto Gardon secava Hribesch. No ano seguinte, porém, em 1982, o mago gaulês rumou para a Juventus, e o St. Etienne nunca mais voltou a ser o mesmo. Nesse momento estava, no entanto, longe de imaginar o pesadelo que se aproximava. Vinte e um anos depois de tomar posse, Roger Rocher demite-se da presidência do clube, acusado de manipular um saco azul de oito milhões de francos e de se tornar dono de um autoritarismo desmesurado, que o levou a despedir o carismático caça-talentos Pierre Garonnaire, amigo pessoal de Herbin, que também não aceitou essa polémica decisão e, de igual forma, abandonou o clube. Rocher tenta resistir, mas a sua saída é inevitável. Era o fim da era dourada do St. Etienne e o inicio de um ciclo de grandes dificuldades.

A NOVA VIDA

Em 1984, no culminar de uma época tortuosa, o Saint-Etienne, voltou a cair, 22 anos depois, na IIª Divisão. Apesar do regresso em 1986, a crise de identidade já tomara conta dos seus destinos. Os seus supporters sentiam-se órfãos das proezas de outrora. Em 1998 o clube esteve a um passo do abismo. Agonizante na IIª Divisão teve que esperar por resultados de terceiros para saber se descia ou não á IIIª Divisão. Se tal sucedesse, a equipa perdia o estatuto profissional, por força dos regulamentos franceses, o que seria a ruína. O fantasma do Stade Reims pairava no ar. Quase por milagre o clube aguentou-se na divisão secundária e impulsionada pelo novo presidente Bompard, que substituiu o velho Roger Roché, o clube pode calmamente reconstruir o futuro. Hoje voltou á divisão principal, mas na memória de Bompard estará para sempre aquele fim de tarde em 98 quando, no hotel, pouco antes do último e decisivo jogo, se preparava para fazer uma comunicação de incentivo aos jogadores. Depois de pedir uma sala para o efeito, ia a entrar quando reparou numa placa por cima da porta: Sala Stade de Reims, dizia. Supersticioso, num ápice, voltou-se para trás, não deixou ninguém lá por os pés, deu a palestra no hall, e, simbolicamente ou não, virou costas á maldição. No final da tarde, o St. Etienne apesar de perder o seu jogo, beneficiou dos outros resultados e escapou a uma descida que lhe poderia Ter sido fatal. Apesar dos anos 80 e 90 terem consagrado o Bordeax, o PSG, o Mónaco e, sobretudo, o Marselha, como as grandes equipas do futebol francês, o clube que continua possuir o mais rico palmarés é o Saint-Etienne, com 10 Campeonatos conquistados. Na década de 70 tornou-se uma lenda, mas a partir da saída de Platini, no anos 80, nunca mais voltou a ser o mesmo, caindo na II Divisão. Na última season do século regressou á Premiere Division e o Geoffroy Guichrd está ansioso por reviver os dias de glória, em que o grito de Alles, Les Verts! ecoava por toda a França...

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