Tácticas: O campeão sueco Djurgarden

14 de Agosto de 2004
Fiel ao sólido modelo de jogo tipicamente nórdico, embora, em campo, o seu inicial 4x3x3 adquira mais um desenho de 4x2x3x1 fruto do recuo dos extremos, o Djurgarden é hoje uma interessante equipa que ao empatar em Turim, frente á Juventus, despertou os olhares da Europa do futebol.

Sistema: 4x3x3 (variante: 4x3x2x1)

Embora surga esquematizado em 4x3x3, o seu sistema de jogo preferencial, adquiriu, em campo, frente á Juventus, na prática, uma dinâmica de 4x3x2x1, fruto do recuo dos extremos Barsom e Stenman, ficando apenas na frente o ponta de lança Hysen. A meio campo, o organizador de jogo é Joahnsson, mas é sobre as faixas que a equipa controla o jogo, tapendo muito bem os espaços a defender, com os alas Arneng-Johannesson e os laterais Concha-Karlsson. No centro da defesa, Kuivasto, excelente sentido de corte, é o grande patrão.
Campeão sueco nas duas últimas épocas, o Djurgarden surgiu frente á Juventus, fiel ao sólido modelo de jogo tipicamente nórdico, embora, em campo, o seu inicial 4x3x3 adquira mais um design de 4x2x3x1 fruto do recuo dos extremos, ficando apenas na frente o avançado centro Hysen. Distante dos seus tempos áureos, com Malmoe e Goteborg, o futebol sueco de clubes adquiriu um novo digno representante. A forma de jogar do onze de Jonevert, o técnico que substituiu o bi-campeão sérvio Lukic, expressa as virtudes do renovado futebol nórdico. O segredo reside no equilíbrio do meio campo, tacticamente bem distribuído e inteligente nas movimentações, o que compensa a lentidão na transposição defesa-ataque. Em Turim, jogou a maioria do tempo atrás da linha da bola, optando depois pelos lançamentos em profundidade na saída para o contra ataque. Um esquema realista alicerçado no excelente central finlandês Kuivasto, perfeito a ler no jogo e a cortar linhas de passe mortais para golo, no médio centro Johansson, playmaker da equipa, embora por vezes demasiado recuado, sabe fazer girar a bola, e no ponta de lança Hysen, que, talvez por no anterior sistema de Lukic jogar em 4x4x2 com dois pontas de lança, tem agora tendência em descair para a esquerda. Para além deste trio, destaque-se também o elástico gurada-redes Torray, da Gâmbia, com o peso de substituir Isaksson, titular da selecção que saiu para o Rennes, enquanto que nas faixas, o técnico Jonevert, ciente que é aqui que se pode, ao mesmo tempo, construir jogo ofensivo e impedir as grandes equipas de jogar, escalou três linhas de acção: duas de cobertura defensiva, a primeira com os defesas-laterais Concha, á direita, e Karlsson, á esquerda, e a segunda, um pouco mais á frente, com os médios ala, Arneng e Johannesson, respectivamente sobre os mesmos flancos, e outra, de vocação ofensiva, desenhando o 4x3x3 a atacar, com os extremos Stenman, á esquerda, e, na direita um flanqueador de origem síria, Barsom. Uma equipa para seguir com atenção.

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