Um futebolista á moda antiga, daquele que mandava flores, perfil de galã de cinema mudo, cabelo coberto de brilhantina, passos elegantes e a bola tratada como uma peça de cristal. Um perfil latino, romântico e sedutor, mas que, quando as circunstâncias o exigiam, também cerrava os dentes e voava para um tackle. Foi o primeiro grande nº10, entendido como o regista do colectivo, no futebol europeu. Antecipou o futebolista moderno.
Forte fisicamente, perfeito controlo de bola, drible apurado, grande visão de jogo e remate forte. Para ele, a bola não tinha segredos. Fez 170 jogos com a maglia granata e apontou 97 golos.
Morreu com 30 anos, junto com toda a mitíca equipa do Torino dos anos 40, no trágico acidente aéreo de Superga. Não houve um unico sobrevivente. Para Fulvio Bernardini, e para muitos que ainda o viram em acção, ele foi o melhor jogador italiano de todos os tempos.
CARREIRA:
Veneza, 1940 a 1943.
Torino, 1943 a 1949.
TITULOS
1 Copa Italia com o Veneza em 1941.
5 Scudettos com o Torino, 1943, 1946, 1947, 1948 e 1949.
1 Copa de Italia com o Torino, 1943.
Melhor marcador da Serie A com o Torino, (29 golos), 1947.