Quando entram no maravilhoso mundo do Ajax, todos os jovens aprendem logo á chegada quatro palavras: Técnica, Inteligência, Velocidade e Personalidade, sempre emolduradas num dos princípios básicos do bom futebol. A posse e circulação de bola. Em todo o processo de formação está sempre presente o futuro da primeira equipa. Desde a equipa júnior E, até á primeira equipa, um jogador actua sempre na mesma posição. Nem o número na camisola muda. Quando chega ao onze sénior, doutrinado no mesmo sistema de jogo -3x4x3- ao longo dos tempos, o jogador já o conhece de olhos fechados e, á medida que vai amadurecendo, tira o máximo partido de cada posição. Por exemplo, em 99/2000, quando o médio esquerdo da equipa principal se lesionou, Westerhof, o técnico na altura, preferiu chamar o jogador titular nessa posição na equipa júnior A1, do que adaptar nesse posto um jogador do plantel, mas de outra posição. Foi assim que se estreou, com 17 anos, a promessa Rafael Van der Vaart. Após um único treino, integrou-se com facilidade no estilo de jogo da equipa, que já conhecia desde os 10 anos, idade em que começou a jogar na equipa E2. Hoje, com 19 anos, ele é uma grande esperança do futebol holandês. No Ajax, tirou a titularidade da Richard Witschge, por aposta do técnico Co Adrannese, um homem que, antigo chefe do centro de formação, o acompanhou desde as escolas. Médio ofensivo de grande criatividade, Van der Vaart foi o playmaker de todas as selecções jovens holandesas, Sub-16, Sub-18 e Sub-20. Estreou-se na selecção A em 2001, frente a Andorra e, pelas impressões registadas, parece ter ganho um lugar para o futuro. Uma lesão impediu-o de jogar a parte final da época passada. Mesmo assim apontou 14 golos em 20 jogos, tornando-se o novo baby predilecto da escola de artes de Amesterdão.
Petr Cech (Sparta de Praga)
Um grande guarda redes para o futuro. Com 20 anos, já titular da baliza do Sparta, foi a principal razão da conquista do Europeu Sub-21 pela Republica Checa. Frio, lembrando o estilo glacial de leste, é um caso invulgar de maturidade entre os poste, de todos os lugares aquele que, no futebol, mais se ganha com a experiência. Petr Cech desafia, porém, todas essas teorias.
Dely Valdés (Málaga)
País de Basebol, o Panamá nunca foi uma terra de grandes futebolistas. Apesar disso, o futebol espanhol conheceu, nas ultimas duas décadas, dois terríveis goleadores vindos da terra de Durán Mão de Pedra, célebre pugilista. Depois de Rommel Fernandèz, nos anos 80, herói de Tenerife, o artilheiro do Panamá que, nos últimos tempos, conquistou Espanha (137 jogos e 56 golos), depois de brilhar no Nacional de Montevideo, Cagliari e PSG, chama-se Dely Valdés, um avançado de borracha, ágil, com poder de drible e faro de baliza, é um sedutor do golo. Aos 35 anos, parece decidido a desfiar todos os limites. Continua a correr e a sorrir como um menino da rua. O segredo da sua longevidade é, afinal, o nunca ter perdido esse fascínio pela bola. É o futebol em estado puro.