
QATAR, 2011
Viajando pelo Planeta do Futebol em busca de “pensamentos com bola”, sobrevoando sete mares e muitos campos futebol rodeados por casas, o radar de filosofia futebolística detectou o “satélite Helena Costa”. Nasceu com uma bola no pensamento, cresceu abraçada a ela e, em poucos anos, percebeu que a vida só faria mesmo sentido tendo-a sempre por perto. Viver e pensar futebol.
Em Odivelas, no Benfica, no 1º Dezembro, como olheira do Celtic, ou, actualmente, numa aventura tão fantástica como enigmática, no Qatar. Desde há um ano, ela é treinadora da selecção nacional de futebol feminino do Qatar.
Mais do que treinar, ela está a “inventar” o futebol feminino no Qatar (campeonato e selecção, até então inexistentes) com as suas “ideias de futebol”. A partir desta data, regularmente, “o satélite Helena Costa” está na órbitra do “Planeta do Futebol”, com reflexões, pensamentos e ideias que, desde a exótica paisagem Qatari, expressem a sua forma de “pensar” futebol, FUTEBOL!
Nos próximos dias (e noites, porque o futebol joga-se, respira, 24 horas sobre 24 horas) outros “satélites de pensamento futebolístico” entrarão, dentro da mesma ideia de falar de futebol (com táctica e sentimento, fazendo das palavras a técnica), na galáxia do Planeta do Futebol, um site feito a partir do único ponto em consigo conceber o jogo: com emoção.
AS ANALISES DE HELENA COSTA
1. "Outra Champions", para além de Messi e Rooney
2. Quando o ritmo de jogo intimida
3. O soutien que mudou o futebol feminino
http://www.planetadofutebol.com/artigos/o-soutien-que-mudou-o-futebol-feminino
4. França, a referência da decisão colectiva
http://www.planetadofutebol.com/artigos/franca-a-decisao-colectiva
5. Retratos a caneta I : Necib x Kulig
http://www.planetadofutebol.com/artigos/retratos-a-caneta-i-necib-x-kulig2
6. Importância de um(a) "central
http://www.planetadofutebol.com/artigos/importancia-de-uma-central2
7. Futebol e Cultura
http://www.planetadofutebol.com/artigos/futebol-e-cultura
8. Retratos a caneta II: Mana Iwabuchi
http://www.planetadofutebol.com/artigos/retratos-a-caneta-ii-ibwachi
9. Futebol, Qatar: Criar novos neurónios
http://www.planetadofutebol.com/artigos/o-satelite-helena-costa
10. Qatar, sentimentos de um futebol
http://www.planetadofutebol.com/artigos/qatar-sentimentos-de-um-futebol
11. O Império do "futebol nascente"
http://www.planetadofutebol.com/artigos/a

Entrar no avião e deixar tudo a muitos mil quilómetros de distância por tempo indeterminado é uma grande aventura! Depois de aterrar, aumentou a proporção: passou a ser um enorme desafio!
A resposta à pergunta “E agora, por onde começar?” só foi possível depois de planar por todo o território Qatari. Preciosos foram o passado e a experiência que transportei comigo na bagagem, ainda que me considere jovem.
Já depois do controlo de passaportes fui obrigada a “sobrevoar” de novo todo o pais. Fi-lo a grande velocidade: o Raio X futebolístico assim o exigiu! Para reconhecer necessidades, virtudes, rupturas obrigatórias e saber o que aproveitar, fui forçada a viver 24 horas por dia: pretendi conhecer hábitos, pessoas, meios, dialectos, culturas e a religião, tive que perceber a influência que todos esses factores tiveram e têm para que as minhas ideias futebolísticas se pudessem hoje começar JÁ a expressar no Futebol Feminino do Qatar!
Esse “sobrevoar” para reconhecer teve de ser feito já com o cinto posto, como se o trem de aterragem estivesse quase em contacto com o asfalto. O parto do Futebol feminino no Qatar era urgente e o contra-relógio já se havia iniciado...
Foi tudo tão urgente, quanto emergente...! Aprender uma ou duas palavras árabes, escancarou-me a porta a uma nova comunicação, a novos horizontes e outros conhecimentos; de uma jogadora, surgiu um plantel; de uma selecção nacional, surgiu uma segunda; depois a primeira internacionalização, até que um Campeonato Nacional de Futebol Feminino foi organizado! Assim foi a árvore genealógica do Futebol Feminino do Qatar!
Teve um período de infância curto, um crescimento pouco gradual, uma maturação forçada! Bem sei que a infância é o período critico que sustenta a vida, a adolescência o período de experiências e desafios constantes...mas a urgência e o sonho de um país aceleraram o crescimento deste FUTEBOL, agora já bem diferente, bem mais adulto!
Um ano depois (como passou a “voar”), muito já foi conseguido. Como sempre, a vontade e o querer fazem ultrapassar barreiras e dificuldades. A paixão por Futebol move o mundo: seja no Médio Oriente, em África ou na Europa; seja uma mulher, um homem ou uma criança. É incrível o efeito que uma bola provoca a todo o mundo! Eu nunca fui, nem continuarei a ser uma excepção: a paixão move-me!
Na mesma perspectiva em que aceitei a aventura pelo Qatar, inicio agora mais um desafio: habitar o Satélite Helena Costa. Na bagagem trarei novamente todo o meu passado, as minhas experiências, as culturas e pessoas que me acompanham, os meus saberes, a minha construção e sobretudo a minha paixão: o FUTEBOL!