As Botas de Pedro Nuno

15 de Maio de 2017

O Tondela agarrou-se, em Arouca, à corda que ainda o prende à I Liga no último suspiro. Conseguiu-o através da forma mais natural e saudável: através dos melhores jogadores. Neste caso, Pedro Nuno, o médio mais construtivo (no sentido organização/criação do termo) que num dos últimos jogos que comentei tanto critiquei ao vê-lo ser substituído quando a equipa perdia para entrar um... central para passar a “jogar direto”. Pepa repensou ideias e seja em 4x4x2 ou 4x3x3, no meio (o seu sitio) ou desde falso-ala (o seu sitio improvisado de partida) Pedro Nuno resgatou um papel principal no onze.

Depois, na hora da verdade, na espécie de quase “mundo paralelo” do jogo jogado em que tornar-se as bolas paradas, apareceu a marcar um livre teleguiado que levantou toda a equipa. Dois golos que disseram, em dois remates, onde pode estar o bom futebol e a salvação do Tondela: só podia ser no melhor jogador. Isto é, as botas de Pedro Nuno.