As diagonais não são um fim

13 de Outubro de 2016

O novo jogador e movimentação que criou mais impacto neste começo da época entre os grandes foi a de Otávio, colocado desde a esquerda do ataque do FC Porto como falso-ala, de onde partia em diagonais em posse até, chegado ao meio (ou no decorrer dessa diagonal), fazer um passe a solicitar o avançado-centro. Com o passar dos jogos, porém, os adversários detectaram esse movimento desequilibrador de Otávio e prepararam-se para travar essas diagonais, saindo na marcação, em geral à zona, nesse espaço sobre a meia-direita de quem defende.

O desafio que se coloca neste momento, a Nuno-treinador e a Otávio-jogador desequilibrador, é encontrar outras expressões criativas para o seu jogo. Não o deixar viciado nas diagonais e jogando, por exemplo, a partir do centro (como fazia de origem e fez em Guimarães), ser uma espécie de 10 moderno, com diversidade de movimentos, quer em rupturas desde trás, quer num lado mais criativo-organizador. Passar a fazer alternadamente o movimento inverso ao que fazia no inicio. Em vez de vir sempre da faixa para dentro, ir do centro para a faixa. E voltar. No fundo, dar novas vidas tácticas (princípios de jogo/movimentos) ao futebol de Otávio.