Do Bayer Lekervussen à Lazio

28 de Agosto de 2015

É a equipa com estilo de jogo mais empolgante que saiu do play-off da Champions. O Bayer Leverkussen de Roger Schmit. Continua com as mesmas bases de épocas passadas, em 4x2x3x1, mas com a dinâmica de jogo cada vez mais equilibrada. Os pilares são dois médios-centro (o duplo-pivot) com Bender e um grande “homem-táctico”, regressado de Monchengladbach: Kramer, o novo farol do onze que equilibra a equipa toda. Atrás (com a dupla de centrais Tah-Papadopoulos) ou à sua frente, ele é a referência posicional por onde todos se orientam para se colocar corretamente.

O “3x1” ofensivo poderá parecer mais debilitado com a saída de Son (para o Tottenham) mas Mehmedi pode pegar bem na faixa esquerda, enquanto que na direita permanece o móvel Bellarabi e, no meio, a visão tecnicista de Calhanoglu (tenho dificuldade em encontrar hoje um médio-ofensivo 10 que remate tão bem como ele no atual futebol europeu) nas costas do esguio ponta-de-lança Kissling. O grande rombo foi a lesão grave de Aranguiz logo nos primeiros treinos (rotura do tendão de aquiles, meio ano parado).

A Lazio de Piolo é das equipas mais soltas do atual Calcio, marcando a diferença em relação à cultura tática conservadora, mas o 3x4x3 que montou em BayArena com Keita a nº9, perigoso nos arranques mas inexistente sem bola, ficando Candreva e Felipe Anderson nos flancos, nunca conseguiu pressionar a saída de bola dos médios-centro alemães. Quis encher o meio-campo mas o tal trio criativo do Leverkusen jogou sempre solto nas suas costas.
No final (3-0), Pioli disse numa frase tido o que se passara: “Vimos hoje o futebol verdadeiro!”. Nesta declaração estava a consciência do que faz hoje o futebol moderno mais competitivo: dinâmica equilibrada com agressividade táctica. As equipas italianas (tirando o fenómeno Juventus) estão hoje, nesse plano, muito distantes das alemãs.