Bloco de notas 15/16 (8)

12 de Março de 2016

Porque Gutierrez não joga o que sabe?

O texto ao lado suscita a questão: são os jogadores que fazem crescer a equipa ou a equipa que os faz crescer?
No Benfica, foi a equipa que fez crescer os jogadores. No Sporting, nesta fase, não foram os jogadores que a fizeram decrescer mas sim como foram utilizados. Um jogador que personaliza estes factores cruzados de (de)crescimento é Teo Gutierrez. Joga muito mais do que tem mostrado.
As razões porque não o mostra relacionam-se com o jogo da equipa e posição (missão) que tem nela. Decresce com a equipa e, caído nesse impasse, é impossível ser ele a fazê-la crescnanier. Seria um contradição.

O que sinto vendo jogar Nani

Nani continua a ser um jogador tão elegante como insolente na forma como avança com a bola. Naquela altura, sinto que ele vai convencido que sabe mais do que o resto da equipa sobre o jogo. E, claro, sobre como tratar a bola. Se isso, por vezes, o faz fazer coisas deslumbrantes, noutras distancia-o do jogo que verdadeiramente se joga. Coloca-o acima da equipa.
É quando baixa essa sua “arrogância com bola” que vê melhor o jogo e o resto da equipa. Como no golo que deu a marcar, como no golo que falhou (e também devia ter dado a marcar). É o “lado sensorial” do futebol de Nani.

Personagens para a “gestão”

talisca

Pode ser um jogador importante, quase um processo de renascimento, para a gestão de Rui Vitória entre campeonato e Champions. Não pode é ser mais do que aquilo que verdadeiramente é para tal fazer sentido. Acho que sempre foi esse o dilema criado em torno de Talisca, desde o deslumbramento inicial à critica seguinte.
Agora, desde o golo na Rússia, foi a rotatividade que o resgatou para titular. Em ataque continuado ele pode ser...aquilo que é. Um 8 de arranque em posse veloz no corredor central. Tudo o resto é demais para ele no plano da exigências defesa-ataque-defesa e suas temporizações.