Benfica: A Descompressão

27 de Janeiro de 2017

Um jogador, como uma equipa, deve ser medido pela seu nível de exibições médio. Nunca pelo seu melhor ou pior jogo. O Benfica nos últimos jogos transmitiu uma sensação de “descompressão competitiva”. O calendário, adversários, terão convidado a isso. E, a certo ponto, os jogos ficaram mais complicados do que se imaginava.

Recuperar a personalidade nesse momentos não é um processo mental (e táctico-técnico) imediato. Voltar a “domar a bola”, passa por voltar a “domar o jogo”. O da própria equipa (antes até daquele do adversário). Conseguiu contra o Tondela, evitou o descalabro contra o Boavista e caiu depois de achar que o jogo estava ganho contra o Moreirense. É impossível controlar nestes momentos (antes destes jogos) a cabeça dos jogadores. Por isso, Rui Vitória, após perder na Taça da Liga, dizia como tal podia ser importante para o futuro. Para os jogadores conseguirem ver nuvens cinzentas quando, de inicio, o céu parece sempre limpo.