Bloco de Notas 15/16 (12)

20 de Maio de 2016

Carriço: O “exílio europeu”

A convocatória para o Euro foi pacifica, mas, vendo a Final da Liga Europa, senti que faltou pensar em “mais qualquer coisa”. Num jogador que parece ter deixado de existir a este nível no nosso futebol. Carriço. Fez mais um bom jogo, a central quando em Sevilha até já foi mais trinco. Pensa-se nele pela raça (o que não é o melhor principio) mas acaba-se a pensar pela ordem e intensidade que mete em cada jogada ou espaço, a central ou médio (bipolaridade admirada nestes momentos). Olho para ele e sinto que vejo um bom jogador português no “exílio”. Qualidade (quase) na clandestinidade.

As portas “nunca se fecham”

postiga

Foi dele um dos últimos golos do campeonato e com efeito deflagrado por vários campos mais provocou impacto na última jornada. Decidiu descidas e apuramento europeu. No local e à distância (em diferentes locais). Postiga apareceu no último suspiro do campeonato quase como querendo impedir que uma “porte se feche”. Não consegui agarrar a da “quimera do Euro” mas “abriu” a da construção de uma lógica para o seu final de carreira. Percebendo os sinais do tempo no seu jogo e adaptando-o, no nível clubístico competitivo certo. O “Rio Ave europeu” faz sentido nos últimos passos de Postiga.

Até onde pode Cádiz crescer?

cadiz

No onze do União, há um jogador que gosto especialmente no sentido de gostar de ver “crescer jogadores”. É o venezuelano Cádiz, 20 anos. Porque quando o vi na pré-época (em Leça) achava impossível ir dar qualquer coisa esta época. Agora, vejo-o jogar e vejo a sua evolução de movimentos (que ainda temde crescer) e até de técnica orientada (na recepção e controlo). Muito trabalho em especificidade, acredito, com “transfer” colectivo que faz com que valha a pena continuar a seguir-lhe as pegadas. Acho que está ali um jogador (espécie de nº9 com características especificas) que vale a pena.