Bloco de Notas 15/16 (6)

29 de Fevereiro de 2016

Leo Bonatini.
Entre o jogo e os golos

Continua o seu processo de sedução no Estoril um avançado que ao principio parecia ser apenas “só mais um”. Já se percebeu que é muito mais do que isso. Leo Bonatini tem golo (e por isso o definem como nº9) mas também tem... jogo (e por isso, embora muitos critiquem, joga por vezes nas costas de outro nº9, o esguio Mendy). Em qualquer dos locais, Bonatini tem o mesmo futebol. E joga quer verticalmente em ataque à baliza, quer em largura indo buscar bolas para as “trabalhar”. Salvo as devidas proporções (e, parece-me, uns quilos a mais que carrega) tem “um pouco de Lima”. Será?

renato santos

Renato Santos.
Este pode ser o seu tempo

É um jogador de quem gosto porque, para além da qualidade técnica que se vê com a bola nos pés, percebe bem o jogo. Faz aquilo que os bons médios criativos têm hoje obrigatoriamente de saber fazer: relacionar bem a faixa com as zonas interiores (exatamente nessa ordem quase sempre “de fora para dentro”. Renato Santos sempre me transmitiu essa sensação e por isso estranho não se firmar de forma clara numa equipa mais forte. Cabeça? Está a pegar bem agora no Boavista. Aproveita cada jogada, cada bola, para provar que lê e joga o... jogo dessa forma. Á frente dos outros em campo.

nildo

Nildo
Muda como olham para ele

Nunca o vi como um craque mas sempre o vi como um daqueles jogadores que dão consistência à equipa. Mais do que operários, “especialistas do coletivo”. Nildo foi sempre assim por todos os clubes por onde passou. Usando a cabeça e a técnica, meio-escondido numa falsa faixa. Teve treinadores que lhe deram mais importância do que outros. A diferença, porém, nunca esteve nele mas sim na forma como... olham para ele. Por isso, passou incógnito no Arouca de Lito e agora surge em destaque no Moreirense de Miguel Leal. Questão de ser craque a responder ás necessidades do coletivo. Questão de o verem como é.