Bloco de Notas 15/16 (9)

23 de Março de 2016

Aquilo que nunca se perde

Com o tempo um jogador perde muitas coisas, velocidade, força, agilidade mas o que não perde, quando a inteligência faz parte de si, é uma coisa mais importante: saber estar no sitio certo. Essa percepção torna-se mais importante quando se fala num defesa-central. O sentido posicional que parece adivinhar onde a bola vai cair fá-lo estar sempre no caminho certo da intercepção do cruzamento mais perigoso, do livre lateral mais perigoso, da dobra mais oportuna sem correr muito. Sigam Paulo Vinícius e vejam o que esse tipo de central. O pouco que que se move e muito que corta

Mateus: Os espaços certos

Sempre vi neste jogador mais do que lhe reconhecia a critica em geral. Acho o Mateus dos melhores avançados a jogar a partir da faixa sem ser um... jogador de faixa. Vê bem toda a largura do terreno. Sabe escolher os espaços por onde entrar e avançar. Nem sempre, depois, finaliza o que tão bem começa, mas dá jogo posicional à equipa. Isto é, faz com que o onze fique ofensivamente melhor distribuído porque sabe onde se colocar e mostrar-se sempre ao jogo. A equipa vê sempre bem onde ele está. E, em geral está no sitio certo para lhe passarem a bola e o onze respirar melhor nessa altura.

washington


Médio “silencioso de equilíbrios”

Será a época em que o plantel ficou com mais “buracos” no seu equilíbrio e qualidade (acabou por atenuar o problema da falta de um médio-centro criativo com o crescimento de Willyam) mas Manuel Machado soube sempre manter as rédeas da equipa. Nessa tarefa em campo um jogador quase anónimo mas que vejo como fundamental é Washington. Não embeleza o meio-campo mas dá-lhe consistência. Uma influência que cresceu à medida que foi conhecendo o nosso futebol e ritmo europeu. É um médio “silencioso de equilíbrios” que, numa equipa melhor estruturada, pode ser um pilar seguro do meio-campo.