Bloco de Notas 15/16 (11)

23 de Abril de 2016

O “seguro de vida táctico”

É quase como um “seguro de vida táctico” da equipa. Pela forma se posiciona. Pela forma como se movimenta, no momentos certos, para os locais certos, para repor o equilíbrio da equipa. Mais do que um pivot-defensivo. É um pivot-equilibrador. Muitos “quilómetros tácticos” percorridos de flanco para flanco garantindo condições para a equipa respirar mesmo quando, num contra-ataque adversário, ele parece em perigo. Ao entrar no onze encarnado, Fejsa mais do que lhe dar coisas novas, passou a garantir-lhe que, em campo, nunca perderia, nos momentos mais difíceis, as melhores que já tinha.velasquez

O “livro aberto” de Velasquez

Júlio Velasquez transformou o jogo do Belenenses mas necessita de uma pré-época para poder verdadeiramente “dizer taticamente” o que pode construir com a equipa. Quando desvaloriza os sistemas (ou até a estruturas) e elogia as dinâmicas, acaba por desvalorizar o ponto de partida da construção de um “jogar” que só existe se os jogadores o entenderem e o souberem (pela sua cultura e características) desenvolver. É alguém que traz boas ideias mas estas só o são mesmo se forem aplicadas no local e momento certo. A construção do Belém de Velasquez é, por isso, ainda um “livro em aberto”.

Iuri, “substrato de craque”

iuri

É um menino que deve dar vontade a qualquer equipa em não o perder no seu crescimento: Iuri Medeiros. Vendo-o jogar, penso que só precisa de melhorar o seu jogo posicional ofensivo em especial para ler melhor as zonas descobertas/libertas de movimentação, aquelas onde pode depois entrar com o seu futebol em movimento. Sabe definir os ritmos de jogo porque tem um excelente controlo de bola. É hoje, muito mais técnica do que táctica. Terá de ser cada vez mais as duas coisas juntas. No fundo, definir melhor o que quer fazer. Tem, porém, o “substrato de craque” que é essencial.