Bloco de notas 15/16 (7)

09 de Março de 2016

Marinho
A bola sabe para quem ir

Se há jogador que merece que a bola venha ter com ele é este. Contra o Guimarães, veio duas vezes (embora numa desde o poste após um belo chapéu seu). Marinho é daqueles jogadores que mais do que faz (e faz muito) quando joga, também vale pelo que transmite à equipa (e adeptos) quando o faz. Controla as suas velocidades (sabe que já não tem os piques de outrora) e, em vez do mero jogo vertical do velho extremo, agora olha para o lado mas sem perder a profundidade da faixa. Quando olha vê a sua equipa e melhora o jogo. Nesta fase decisiva, a Académica é, emocionalmente, “ele e mais dez”.

É como fosse “outro André André”

Pode ser efeito da situação mais turbulenta e indefinida em que a equipa caiu, mas a quebra, nível de jogo e até física com o decorrer do jogo, de André André mudou a face do jogo coletivo do onze portista. Baixou a sua rotação, como o“10 anárquico” que no tempo de Lopetegui quase marcava uma intensidade individual maior do que a coletiva. Peseiro apanhou, portanto, “outro André André”, que sente esse melhor momento ter fugido e fica mais ansioso no jogo. E, claro, erra mais.
O seu processo de recuperação passa, na minha opinião, por um processo de reposicionamento no onze.