CABO VERDE FORA DA CAN 2015

29 de Janeiro de 2015

CABO VERDE ESTÁ FORA DA CAN 2015

Cabo Verde está fora da CAN 2015 por culpa própria. Uma equipa que cria tantas oportunidades e marca apenas um golo em três jogos na transformação de uma grande penalidade, não pode aspirar muito. As mais flagrantes oportunidades aconteceram contra a Tunísia uma das favoritas e se o nosso combinado vencesse por margem mínima era mais que justo.

Mas será que só essa justificação chega para o nosso afastamento dessa grande competição continental? Penso que não, pois, temos jogadores com valores reconhecidos e teriam forçosamente de terem mais cabeça fria na hora da verdade, não acusando tanta ansiedade.

Todos nós cabo-verdianos pelo menos os mais conscientes e menos patriotas, portanto, os mais realistas, se me permitirem esta expressão os mais facciosos, faltou muita coisa a nossa selecção, para ser uma equipa compacta e coesa, quer em termos defensivos e ofensivos.

Depois do jogo contra a Tunísia até parece que os cabo-verdianos deixaram de acreditar na nossa equipa e já não houve aquele empolgamento de 2013. Havia sim uma certa apreensão no jogo contra a Zâmbia, porque todos lembravam-se que esse nosso adversário esteve muito bem cerca de sessenta minutos no jogo aqui no Estádio Nacional, numa situação difícil, pois, chegaram às seis da manhã depois de andarem trinta e duas horas, entre aeroportos e aviões. E, não podemos ignorar que a confiança cega na equipa já não existiu nessa CAN.

Na hora da derrota é que se vê ou se revê os pontos fracos da equipa, e pecamos e muito na finalização, o meio campo foi muito musculado, portanto, mais defensivo e no último jogo foi notória a falta de Babanco, pois, apesar das dificuldades atmosféricas adversas, um verdadeiro dilúvio, pois, choveu copiosamente durante todo o desafio, entre o meio campo e nossa linha mais ofensiva havia um grande fosso. Perante este cenário os avançados eram obrigados a recuarem e virem buscar as bolas cá atrás, e, ficando longe da baliza contrária.

Outro ponto muito importante, assim a equipa técnica liderada por Rui Águas vai analisar juntamente com os seus jogadores o que falhou à volta dos Tubarões Azuis, pois, sem querer os jogadores ganharam uma certa sobranceria, com tantos legítimos elogios, pensando que tinham tocado o céu com as mãos, assim vão descer a terra e vão meditar o que de facto falhou.

Todos nós sabíamos que pelo percurso que a nossa selecção vem tendo, era alvo de muitas observações, pois, deixamos de ser outsiders desta CAN, prova disso, todos os treinadores colocavam Cabo Verde como um dos mais sérios candidatos a passar a segunda fase da prova.

Agora é altura de uma reflexão profunda e séria e vamos em frente porque as bases já estão lançadas e são sólidas, e, é importante jogo a jogo e não colocar a fasquia muito alta.

OS JOGADORES CONTRA A ZÂMBIA

Mas meus caros leitores, isso não chega para se construir uma grande equipa de futebol, como exemplo, uma equipa não pode falhar tantas oportunidades de golo e também desperdiçar tantos livres a entrada da área, numa ocasião que o futebol está cada vez mais científico e um bom marcador de livres pode e muito bem desequilibrar um jogo.

Vozinha- Seguro e a transmitir confiança aos seus jogadores.

Carlitos- Muito seguro a defender.

GEGE- Está um senhor central.

Varela- O patrão.

Stopira- Muito melhor a defender que a atacar.

Calú- Excelente trinco.

Babanco- Apesar de não estar em grande forma, pois, agora está muito mais rotinado em tarefas defensivas, deixou muita falta a equipa no último jogo, pois, no jogo anterior tinha sido o maior.

Nuno Rocha- para mim foi uma agradável surpresa tacticamente irrepreensível.

Tony Varela- Lutou muito num terreno pesado, mas tinha a ingrata missão de substituir Babanco o capitão e que no jogo frente a RD Congo foi considerado o melhor em campo.

Ryan- Lutou muito mais que jogou, vê-se que tem uns pés maravilhosos, mais foi sempre marcado em cima e teve dificuldades na transposição do meio campo para a frente.

Heldon- Lutou muito, esteve no lance do hipotético penalty no jogo contra a Tunísia, correu muito e em certas situações pensámos nós que levou longe de mais as suas iniciativas individuais.

Kuka- Penso que a hipótese dessa transferência para um outro clube neste mercado de inverno afectou-lhe muito e lutou muito mais que jogou e a equipa precisava dele como o desiquilibrador, sofrendo muito de ter vir cá atrás buscar as bolas.

 

Júlio- No jogo a RD Congo demonstrou que foi útil a equipa lutando muito e obrigando os dois centrais a andarem atrás dele, com muita atenção.

Djaniny- Tem bons pés, útil a travar os centrais numa zona muito recuada não lhes dando hipóteses de tentarem o desequilíbrio.

Garry- Entrou na equipa praticamente a pedido, pois, de facto ele tem muita velocidade e precisávamos de desequilibrador, mas sofreu muito como os colegas da frente o meio campo estava longe dos nossos avançados.

Platiny- Entrou no jogo contra a RD Congo e a equipa já acusava um grande desgaste físico.

E o sonho desmoronou de passarmos a segunda fase.